Hérnia Discal Foraminal L5-S1: Diagnóstico Clínico

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Uma mulher de 48 anos, secretária, procura atendimento especializado com queixa de lombociatalgia esquerda de início súbito há três semanas, após tentar levantar uma caixa pesada. A dor irradia pela face lateral da coxa e da perna, estendendo-se até o dorso do pé e o primeiro espaço interdigital. Ao exame físico neurológico, observa-se paresia grau IV para a extensão do hálux e para a eversão do pé esquerdo, além de hipoestesia na região dorsal do pé. O teste de elevação da perna estendida (Lasègue) é positivo a 45 graus à esquerda. Os reflexos patelar e aquileu estão preservados e simétricos bilateralmente. A ressonância magnética da coluna lombossacra demonstra uma volumosa extrusão discal no nível do espaço intervertebral L5-S1. Com base na correlação entre os achados clínicos e o exame de imagem, a localização precisa dessa hérnia discal no espaço intervertebral é:

Alternativas

  1. A) Póstero-lateral (recesso lateral)
  2. B) Foraminal ou extraforaminal
  3. C) Migratória caudal
  4. D) Central ou centro-lateral

Pérola Clínica

Déficit de L5 com hérnia em L5-S1 → Localização Foraminal ou Extraforaminal.

Resumo-Chave

Em L5-S1, uma hérnia póstero-lateral comprime S1; para comprimir a raiz de L5 (que sai pelo forame superior), a hérnia deve ser foraminal ou extraforaminal.

Contexto Educacional

A correlação clínico-radiológica é fundamental no manejo das patologias da coluna vertebral. A maioria das hérnias discais lombares ocorre em uma localização póstero-lateral, afetando a raiz nervosa que transita para o nível inferior. No entanto, cerca de 5-10% das hérnias são foraminais ou extraforaminais. Nestes casos, a hérnia comprime o gânglio da raiz dorsal ou o nervo espinhal que está saindo pelo forame do mesmo nível discal. No nível L5-S1, uma hérnia foraminal comprimirá a raiz de L5. O quadro clínico de L5 inclui hipoestesia no dorso do pé e fraqueza da dorsiflexão do hálux. É crucial notar que os reflexos patelar (L4) e aquileu (S1) permanecem preservados, o que ajuda a localizar a lesão especificamente em L5.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre raiz de saída e raiz de passagem?

Na coluna lombar, a raiz de 'saída' (exiting root) é aquela que emerge pelo forame intervertebral do nível correspondente (ex: L5 sai no forame L5-S1). A raiz de 'passagem' (traversing root) é a que desce para o nível inferior (ex: S1 passa pelo recesso lateral de L5-S1 para sair no forame S1-S2). Hérnias póstero-laterais típicas comprimem a raiz de passagem, enquanto hérnias foraminais comprimem a raiz de saída.

Como identificar clinicamente a lesão da raiz L5?

A compressão da raiz L5 manifesta-se tipicamente com dor e parestesia na face lateral da coxa e perna, irradiando para o dorso do pé e primeiro espaço interdigital. O sinal motor clássico é a fraqueza na extensão do hálux (músculo extensor longo do hálux) e na eversão do pé. Diferente de L4 (reflexo patelar) e S1 (reflexo aquileu), L5 não possui um reflexo tendinoso profundo robusto para avaliação rotineira.

Por que o teste de Lasègue é importante?

O teste de elevação da perna estendida (Lasègue) é um sinal de irritação radicular, sendo altamente sensível para compressões das raízes L4, L5 e S1. Um teste positivo entre 30 e 70 graus sugere tensão mecânica sobre a raiz nervosa inflamada, geralmente por uma hérnia discal. No contexto de uma hérnia foraminal, o teste pode ser positivo, embora às vezes seja menos exuberante que nas hérnias póstero-laterais.

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