UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2026
Homem, 30 anos de idade, com lombalgia, disponibiliza na consulta as imagens do exame abaixo: Assinale a alternativa correta:
RM → padrão-ouro para partes moles; extrusão = material discal além do espaço com base estreita.
A Ressonância Magnética é superior à Tomografia para avaliar discos intervertebrais, permitindo o diagnóstico preciso de extrusões e degenerações discais.
A avaliação da coluna lombar em pacientes jovens com dor persistente exige um entendimento claro das modalidades de imagem. A RM é o padrão-ouro devido à sua capacidade de diferenciar o núcleo pulposo do anel fibroso e visualizar a relação do disco com as raízes nervosas. A doença degenerativa discal é um processo crônico que predispõe a eventos agudos como a extrusão. Clinicamente, a extrusão discal costuma estar associada a sintomas radiculares mais intensos do que o simples abaulamento. O tratamento inicial na ausência de déficits neurológicos graves ou síndrome da cauda equina é geralmente conservador, mas a identificação precisa da morfologia da hérnia na RM orienta o planejamento cirúrgico quando necessário.
A Ressonância Magnética (RM) utiliza campos magnéticos para gerar imagens detalhadas de tecidos moles, como discos intervertebrais, nervos e medula, sendo superior para diagnosticar hérnias e inflamações. A Tomografia Computadorizada (TC) utiliza radiação ionizante e é excelente para avaliar estruturas ósseas, fraturas e calcificações, mas possui menor sensibilidade para detalhes discais e compressões neurais sutis.
Uma hérnia discal extrusa ocorre quando o núcleo pulposo rompe o anel fibroso e se projeta para o canal vertebral ou forame, mantendo-se conectado ao disco de origem, mas com uma base mais estreita que o material herniado. É uma causa comum de radiculopatia aguda e requer correlação clínica rigorosa com os achados de imagem para determinar a necessidade de intervenção cirúrgica ou conservadora.
Os principais sinais incluem a desidratação discal (perda do sinal hiperintenso em T2, o 'disco preto'), redução da altura do espaço intervertebral, presença de osteófitos marginais e alterações nas placas terminais vertebrais (sinal de Modic). Esses achados são comuns com o envelhecimento e devem ser interpretados conforme a sintomatologia do paciente, evitando o excesso de diagnósticos puramente radiológicos.
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