HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2020
Paciente politraumatizado com cinética de alto impacto e grande tatuagem em transição tóraco-abdominal a esquerda foi submetido à radiografia de tórax abaixo. Deve-se considerar como hipótese diagnóstica adicional:
Politrauma + alto impacto + vísceras abdominais em tórax na RX → Hérnia diafragmática traumática.
Em pacientes politraumatizados com mecanismo de alto impacto, a hérnia diafragmática traumática deve ser sempre considerada, especialmente se houver achados radiográficos sugestivos de vísceras abdominais no tórax. A lesão pode ser inicialmente mascarada por outras lesões.
A hérnia diafragmática traumática é uma condição grave que ocorre após trauma torácico ou abdominal de alta energia, resultando na ruptura do diafragma e herniação de vísceras abdominais para a cavidade torácica. Sua incidência é relativamente baixa, mas a mortalidade pode ser alta se não diagnosticada e tratada precocemente, sendo um desafio diagnóstico em pacientes politraumatizados devido à presença de múltiplas lesões. A fisiopatologia envolve um aumento súbito da pressão intra-abdominal, que excede a resistência do diafragma, causando sua ruptura. O diagnóstico pode ser difícil, com a radiografia de tórax sendo o exame inicial, podendo mostrar elevação do hemidiafragma, presença de alças intestinais ou estômago no tórax, ou desvio de mediastino. A tomografia computadorizada é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico e avaliar outras lesões associadas. O tratamento é cirúrgico, visando a redução das vísceras abdominais e o reparo do diafragma. O prognóstico depende da extensão da lesão, da presença de outras lesões associadas e do tempo até o tratamento. É crucial manter um alto índice de suspeição em pacientes com trauma de alto impacto, especialmente com lesões toracoabdominais.
Os sinais radiográficos incluem elevação do hemidiafragma, presença de alças intestinais ou estômago na cavidade torácica, desvio de mediastino e, em alguns casos, derrame pleural. A tomografia computadorizada é mais sensível para o diagnóstico.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica do paciente politraumatizado, seguida de exames de imagem para confirmação diagnóstica. O tratamento definitivo é cirúrgico, visando a redução das vísceras e o reparo do diafragma.
A diferenciação é feita pela análise cuidadosa da radiografia e tomografia de tórax. A presença de vísceras abdominais no tórax é patognomônica da hérnia diafragmática, enquanto hemotórax e pneumotórax apresentam achados específicos de líquido ou ar na cavidade pleural.
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