HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
A principal hipótese diagnóstica em um paciente vítima de acidente motociclístico com trauma em região de transição tóraco-abdominal a esquerda, associada à radiografia abaixo é:
Trauma tóraco-abdominal esquerdo + radiografia alterada → suspeitar hérnia diafragmática traumática.
A hérnia diafragmática traumática é uma complicação grave de traumas de alta energia, especialmente em região tóraco-abdominal. A suspeita clínica é crucial, e a radiografia de tórax pode mostrar elevação do hemidiafragma, presença de alças intestinais no tórax ou sonda nasogástrica desviada.
A hérnia diafragmática traumática (HDT) é uma lesão rara, mas grave, resultante de traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos ou quedas de altura. Sua incidência é maior no lado esquerdo devido à proteção do fígado à direita. É crucial para residentes reconhecerem essa condição devido ao risco de encarceramento e estrangulamento de vísceras, que podem levar a complicações fatais. O diagnóstico da HDT pode ser desafiador, pois os sintomas podem ser inespecíficos ou mascarados por outras lesões. A suspeita clínica surge em pacientes com trauma toracoabdominal, especialmente com dor, dispneia e sinais de obstrução intestinal. A radiografia de tórax é o exame inicial, podendo revelar elevação do hemidiafragma, presença de alças intestinais no tórax ou desvio da sonda nasogástrica. A tomografia computadorizada é o método de escolha para confirmação, delineando a extensão da lesão e o conteúdo herniado. O tratamento da HDT é cirúrgico, visando o reposicionamento das vísceras abdominais e o reparo do diafragma, geralmente por laparotomia ou toracotomia. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da presença de lesões associadas. A atenção primária ao trauma e a alta suspeição são fundamentais para evitar complicações graves e melhorar os desfechos dos pacientes.
Sinais incluem elevação do hemidiafragma, presença de alças intestinais ou estômago no tórax, desvio da sonda nasogástrica para o tórax e atelectasia pulmonar. A TC de tórax e abdome confirma o diagnóstico.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente conforme ATLS, seguida de exames de imagem para confirmação e planejamento cirúrgico para reparo diafragmático, que é o tratamento definitivo.
A diferenciação é feita pela presença de vísceras abdominais no tórax em exames de imagem, que não ocorre em pneumotórax ou hemotórax isolados. A história de trauma de alta energia é fundamental.
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