UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Paciente, vítima de ferimento por arma branca na transição tóraco-abdominal, evoluindo com dispneia, dor torácica e presença de ruídos hidroaéreos em hemitórax esquerdo. A respeito de hérnia diafragmática traumática assinale V (Verdadeiro) ou F (Falso) e assinale as alternativas corretas:( ) Na fase aguda a via de acesso preferencial é a torácica, devido associação frequente com lesões pulmonares.( ) A via laparoscópica pode ser utilizada por cirurgiões experientes e em pacientes estáveis.( ) A toracolaparotomia é uma opção terapêutica utilizada com frequência para correção de determinados defeitos. ( ) A sutura deve ser realizada com fio inabsorvível monofilamentar, pontos continuo ou separados e nos grandes defeitos pode ser necessário o uso da tela. ( ) O alto grau de suspeição de lesão diafragmática, com ou sem hérnia, permite ao cirurgião maior número de diagnósticos precisos, evitando complicações graves e reduzindo a mortalidade que pode chegar a 40-50%.
Hérnia diafragmática traumática: Laparoscopia em estáveis, sutura com fio inabsorvível, tela para grandes defeitos.
A hérnia diafragmática traumática é uma lesão grave que exige alto grau de suspeição. A via de acesso preferencial na fase aguda é a abdominal (laparotomia) devido à alta incidência de lesões intra-abdominais associadas. A laparoscopia é uma opção para pacientes estáveis.
A hérnia diafragmática traumática (HDT) é uma lesão grave que pode ocorrer após traumas contusos ou penetrantes na região tóraco-abdominal. O diagnóstico pode ser desafiador, exigindo um alto grau de suspeição clínica, especialmente em pacientes com ferimentos na transição tóraco-abdominal. A presença de ruídos hidroaéreos no tórax é um sinal clássico. Na fase aguda, a via de acesso preferencial para o reparo da HDT é a abdominal (laparotomia), pois permite a exploração completa da cavidade abdominal para identificar e tratar lesões de órgãos intra-abdominais frequentemente associadas. A via torácica é mais utilizada em casos crônicos ou quando há lesões torácicas predominantes. A laparoscopia pode ser uma opção segura em pacientes hemodinamicamente estáveis e com cirurgiões experientes. O reparo do diafragma deve ser realizado com sutura primária, utilizando fio inabsorvível monofilamentar (pontos contínuos ou separados). Para grandes defeitos ou quando há perda de substância, o uso de tela (sintética ou biológica) pode ser necessário para reforçar o reparo. O alto índice de suspeição e o manejo cirúrgico adequado são cruciais para reduzir a morbimortalidade, que pode ser significativa.
Sinais incluem dispneia, dor torácica, dor abdominal, e a presença de ruídos hidroaéreos no hemitórax afetado, indicando a herniação de vísceras abdominais para o tórax.
Na fase aguda, a via de acesso preferencial é a abdominal (laparotomia) devido à alta incidência de lesões intra-abdominais associadas que precisam ser identificadas e tratadas.
A tela é indicada para o reparo de grandes defeitos diafragmáticos, onde a sutura primária pode resultar em tensão excessiva ou não ser possível, para garantir um fechamento seguro e reduzir o risco de recidiva.
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