HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Segundo as Diretrizes 2016 da Sociedade Brasileira de Pediatria quanto à reanimação de recém-nascido ≥ 34 semanas em sala de parto, está indicada a intubação orotraqueal IMEDIATA quando houver necessidade do uso de Ventilação com pressão positiva em recém-nascido com:
RN com hérnia diafragmática → intubação orotraqueal imediata, evitar VPP com balão.
Em recém-nascidos com diagnóstico ou forte suspeita de hérnia diafragmática congênita, a ventilação com pressão positiva por balão e máscara é contraindicada devido ao risco de distender o estômago e intestinos, agravando a compressão pulmonar. A intubação orotraqueal imediata é essencial para ventilação controlada e descompressão gástrica.
A hérnia diafragmática congênita (HDC) é uma malformação grave caracterizada pela protrusão de órgãos abdominais para a cavidade torácica através de um defeito no diafragma. Essa condição leva à hipoplasia pulmonar e hipertensão pulmonar persistente, resultando em insuficiência respiratória grave ao nascimento. O diagnóstico pode ser pré-natal por ultrassonografia, permitindo o planejamento do parto em centros de referência. Na sala de parto, a reanimação de um recém-nascido com HDC exige uma abordagem específica. A ventilação com pressão positiva (VPP) por balão e máscara é estritamente contraindicada, pois a insuflação do trato gastrointestinal herniado agravaria a compressão pulmonar e cardíaca. Portanto, a intubação orotraqueal imediata é o procedimento de escolha para estabelecer uma via aérea segura e permitir a ventilação controlada. Além da intubação, a inserção de uma sonda orogástrica para descompressão do trato gastrointestinal é fundamental. O objetivo é minimizar a distensão abdominal e a compressão dos pulmões. O manejo pós-reanimação envolve suporte ventilatório otimizado, tratamento da hipertensão pulmonar e estabilização hemodinâmica, preparando o paciente para a correção cirúrgica do defeito diafragmático.
A VPP com balão e máscara pode insuflar o estômago e os intestinos, que estão herniados para o tórax, aumentando a compressão dos pulmões e do coração, piorando a insuficiência respiratória e a instabilidade hemodinâmica.
A conduta inicial inclui intubação orotraqueal imediata para ventilação controlada, inserção de sonda orogástrica para descompressão gástrica e posicionamento do RN com a cabeça elevada para otimizar a ventilação.
Os sinais incluem desconforto respiratório grave, abdome escavado, desvio do ictus cordis e diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado, com sons intestinais audíveis no tórax.
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