FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
A hérnia diafragmática congênita constitui uma das principais anomalias congênitas no mundo. Em relação a essa alteração, é correto afirmar que:
Hérnia diafragmática congênita = Defeito na formação/fechamento do diafragma.
A hérnia diafragmática congênita resulta de uma falha no fechamento das pregas pleuroperitoneais, levando à agenesia total ou parcial do músculo diafragma e consequente herniação visceral.
A hérnia diafragmática congênita (HDC) é uma anomalia estrutural grave que ocorre em aproximadamente 1 para cada 2.500 a 5.000 nascidos vivos. Ela é definida pela malformação do diafragma, podendo haver agenesia total ou parcial da musculatura. Embora existam síndromes genéticas associadas, a maioria dos casos é esporádica e não possui uma herança mendeliana simples. O diagnóstico pode ser feito no pré-natal via ultrassonografia. Ao nascimento, o RN frequentemente apresenta desconforto respiratório imediato, abdome escavado e sons hidroaéreos no tórax. O manejo inicial foca na estabilização ventilatória (evitando ventilação com máscara para não distender o estômago herniado) e no controle da hipertensão pulmonar, sendo a correção cirúrgica realizada apenas após a estabilização clínica do paciente.
A causa principal é a falha no fechamento dos canais pleuroperitoneais pelas membranas pleuroperitoneais, que ocorre por volta da 8ª a 10ª semana de gestação. Isso resulta em um defeito (orifício) no diafragma que permite a passagem de órgãos abdominais para a cavidade torácica.
O tipo mais comum é a Hérnia de Bochdalek (posterolateral), ocorrendo em cerca de 85-90% dos casos, predominantemente no lado esquerdo. O outro tipo, menos comum, é a Hérnia de Morgagni (retroesternal ou anterior), que geralmente é menor e pode ser diagnosticada mais tardiamente.
A principal complicação e determinante do prognóstico é a hipoplasia pulmonar. A presença das vísceras abdominais no tórax durante o desenvolvimento fetal impede o crescimento adequado dos pulmões e o desenvolvimento da árvore vascular pulmonar, levando à hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido.
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