SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024
Sobre a hérnia diafragmática congênita, analise as afirmativas abaixo:I - Em recém-nascidos que se apresentam sem diagnóstico pré‑-natal, são notados graus variáveis de desconforto respiratório, icterícia, intolerância alimentar e bradicardia.II - Em apresentações mais tardias, podem ocorrer obstrução intestinal, isquemia mesentérica e necrose pós-volvo.III - À ausculta, o murmúrio vesicular está diminuído, os ruídos hidroaéreos podem ser ouvidos no tórax e os sons cardíacos podem estar abafados e deslocados. Está(ão) correta(s):
HDC: Ruídos hidroaéreos no tórax + murmúrio vesicular ↓ + sons cardíacos abafados/deslocados.
A hérnia diafragmática congênita (HDC) pode se apresentar de forma aguda no neonatal com desconforto respiratório ou tardiamente com complicações gastrointestinais. O exame físico é crucial, revelando achados típicos como a presença de ruídos hidroaéreos no tórax devido à herniação de alças intestinais, além de diminuição do murmúrio vesicular e desvio dos sons cardíacos.
A hérnia diafragmática congênita (HDC) é uma malformação congênita grave caracterizada pela falha no fechamento do diafragma, permitindo a herniação de órgãos abdominais para a cavidade torácica. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 2.000 a 5.000 nascidos vivos, sendo a hérnia de Bochdalek (posterolateral) a mais comum. A importância clínica reside na hipoplasia pulmonar e hipertensão pulmonar associadas, que são as principais causas de morbimortalidade. A fisiopatologia da HDC envolve a compressão pulmonar pelos órgãos herniados durante o desenvolvimento fetal, resultando em hipoplasia pulmonar bilateral e imaturidade vascular. O diagnóstico pode ser pré-natal por ultrassonografia ou pós-natal, com o recém-nascido apresentando desconforto respiratório agudo. O exame físico revela abdome escavado, desvio de bulhas cardíacas e ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado, com possível presença de ruídos hidroaéreos. Em casos de diagnóstico tardio, a apresentação pode ser com sintomas gastrointestinais como obstrução ou volvo intestinal. O tratamento da HDC é cirúrgico, mas a estabilização clínica pré-operatória é crucial, focando na otimização da função pulmonar e cardiovascular. O prognóstico depende do grau de hipoplasia pulmonar e da presença de hipertensão pulmonar persistente. É fundamental que residentes e estudantes de medicina reconheçam os sinais clínicos e as possíveis complicações da HDC para um manejo adequado e precoce, tanto na apresentação neonatal quanto nas formas tardias.
Em recém-nascidos sem diagnóstico pré-natal, a hérnia diafragmática congênita se manifesta com graus variáveis de desconforto respiratório, taquipneia, cianose e, por vezes, bradicardia. A presença de abdome escavado e ruídos hidroaéreos no tórax são achados clássicos.
Em apresentações tardias, a hérnia diafragmática congênita pode causar sintomas gastrointestinais como dor abdominal, vômitos e obstrução intestinal. Complicações graves como isquemia mesentérica e necrose pós-volvo são possíveis devido ao encarceramento das alças intestinais no tórax.
À ausculta, o murmúrio vesicular estará diminuído ou ausente no lado afetado, e ruídos hidroaéreos podem ser ouvidos no tórax. Os sons cardíacos frequentemente estão abafados e deslocados para o lado contralateral devido ao desvio mediastinal causado pela massa intratorácica.
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