UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Paciente masculino, 19 anos, foi internado por dor progressiva em região inguinal direita. Após realização de exames de imagem, foi diagnosticada uma hérnia inguinal encarcerada. O paciente foi submetido à inguinotomia, sem intercorrências. Ao concluir a cirurgia, o médico foi orientar a família sobre o procedimento realizado. Disse que o paciente tinha um tipo raro de hérnia, definida como uma hérnia inguinal na qual o apêndice vermiforme está presente no saco herniário, podendo estar ou não inflamado. Nesse caso, estamos diante de uma hérnia de
Hérnia de Amyand = apêndice vermiforme no saco herniário inguinal, podendo estar inflamado ou não.
Hérnias raras são importantes na prática cirúrgica. A hérnia de Amyand é uma hérnia inguinal que contém o apêndice vermiforme, podendo estar inflamado ou não, e exige manejo cirúrgico específico.
As hérnias são protrusões de um órgão ou tecido através de uma abertura na parede da cavidade que normalmente o contém. As hérnias inguinais são as mais comuns, mas existem variantes raras e epônimas que são importantes para o conhecimento do cirurgião. A hérnia de Amyand é uma dessas variantes, definida pela presença do apêndice vermiforme dentro do saco herniário inguinal, uma condição rara com incidência de 0,13% a 1% das hérnias inguinais. A fisiopatologia da hérnia de Amyand é a migração do apêndice para o canal inguinal. O diagnóstico é, na maioria das vezes, um achado intraoperatório durante a herniorrafia inguinal. Raramente, exames de imagem pré-operatórios podem identificar o apêndice no saco herniário. A suspeita deve surgir em casos de hérnia inguinal com sintomas atípicos ou inflamatórios, como dor localizada. O tratamento da hérnia de Amyand depende da condição do apêndice. Se o apêndice estiver normal, pode-se realizar apenas a herniorrafia. Se estiver inflamado (apendicite de Amyand), a apendicectomia é indicada, e a escolha do reparo da hérnia (com ou sem tela) dependerá do grau de contaminação e inflamação. O prognóstico é geralmente bom com o manejo cirúrgico adequado. Pontos de atenção incluem a importância de reconhecer essa condição rara para evitar complicações e guiar a conduta cirúrgica apropriada.
A hérnia de Amyand é uma hérnia inguinal que contém o apêndice vermiforme. A hérnia de Littré, por sua vez, é uma hérnia que contém um divertículo de Meckel, geralmente no saco herniário inguinal ou femoral.
A presença do apêndice no saco herniário, especialmente se inflamado (apendicite de Amyand), pode complicar o manejo cirúrgico da hérnia, exigindo apendicectomia concomitante e considerações sobre o tipo de reparo da hérnia (com ou sem tela).
O diagnóstico é frequentemente intraoperatório, durante a cirurgia de reparo da hérnia inguinal, pois os sintomas pré-operatórios são inespecíficos. Exames de imagem podem, ocasionalmente, sugerir a presença do apêndice no saco herniário.
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