UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Paciente com história de aumento de volume redutível e pouco doloroso em região inguinal há 2 anos, relata que há 2 dias passou a sentir dor abdominal epigástrica evoluindo para dor em região inguinal direita, náuseas, vômitos, febre e anorexia. Ao exame físico, notou-se aumento de volume em topografia de virilha direita não redutível e doloroso à palpação. Submetido à hernioplastia inguinal à direita, durante o ato operatório, notou-se a presença do apêndice cecal inflamado no interior de um saco herniário indireto. Trata-se, portanto, de um caso de:
Hérnia de Amyand = apêndice cecal (inflamado ou não) dentro do saco herniário inguinal.
A Hérnia de Amyand é uma condição rara onde o apêndice cecal está contido dentro de um saco herniário inguinal, podendo ou não estar inflamado. A apresentação clínica pode mimetizar uma hérnia inguinal encarcerada ou estrangulada, mas a presença de apendicite aguda dentro da hérnia é um achado intraoperatório crucial.
A Hérnia de Amyand é uma condição incomum, definida pela presença do apêndice cecal dentro de um saco herniário inguinal. Descrita pela primeira vez por Claudius Amyand em 1735, sua incidência é baixa, variando de 0,1% a 1% de todas as hérnias inguinais, e a apendicite aguda dentro do saco herniário é ainda mais rara, ocorrendo em cerca de 0,08% dos casos. É crucial para cirurgiões reconhecerem essa entidade devido às suas implicações no manejo. A fisiopatologia envolve a migração do apêndice para o saco herniário, onde pode ficar encarcerado e, consequentemente, inflamar devido à compressão e isquemia. O diagnóstico pré-operatório é desafiador, pois os sintomas são inespecíficos e semelhantes aos de uma hérnia inguinal encarcerada ou estrangulada, incluindo dor, aumento de volume na virilha, náuseas e vômitos. Exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia podem auxiliar, mas o diagnóstico definitivo é frequentemente feito durante a exploração cirúrgica. O tratamento é cirúrgico e varia conforme o estado do apêndice. Se o apêndice estiver normal, a apendicectomia profilática é debatida, mas a reparação da hérnia é essencial. Se houver apendicite, a apendicectomia é obrigatória, seguida da hernioplastia. A escolha da técnica de reparo da hérnia (com ou sem tela) depende do grau de inflamação e contaminação, para minimizar o risco de infecção da tela.
A Hérnia de Amyand é definida pela presença do apêndice cecal, inflamado ou não, dentro de um saco herniário inguinal. É uma condição rara, mas importante no diagnóstico diferencial de dor inguinal.
Os achados clínicos são inespecíficos e podem mimetizar uma hérnia inguinal encarcerada ou estrangulada, com dor, náuseas, vômitos e febre. O diagnóstico definitivo é frequentemente intraoperatório.
A conduta cirúrgica depende do estado do apêndice. Se não inflamado, a apendicectomia profilática é controversa. Se inflamado, a apendicectomia é realizada, seguida da reparação da hérnia, com atenção à contaminação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo