AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Em relação à endometriose, asslnale a altenativa correta.
Endometriose tem padrão hereditário familiar poligênico. Laparoscopia não é para todos, histerectomia isolada não é cura, endometriomas nem sempre cirúrgicos.
A endometriose é uma doença complexa com forte componente genético, apresentando um padrão de herança familiar poligênico. O diagnóstico e tratamento são individualizados, e nem todas as pacientes necessitam de laparoscopia diagnóstica ou cirurgia para endometriomas, sendo a histerectomia isolada insuficiente para a cura da dor pélvica se houver focos residuais.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, causando uma reação inflamatória. É uma condição complexa e multifatorial, com evidências crescentes de um padrão hereditário familiar poligênico, o que significa que múltiplos genes contribuem para a sua suscetibilidade, além de fatores ambientais. Afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, impactando significativamente sua qualidade de vida. Os sintomas clássicos incluem dor pélvica crônica, dismenorreia severa, dispareunia e infertilidade. É importante notar que o aumento da secreção vaginal não é um sintoma típico de endometriose. O diagnóstico definitivo é feito por laparoscopia com biópsia, mas a suspeita clínica e exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética são cruciais para guiar a conduta. A laparoscopia não é obrigatória em todos os casos, especialmente se o tratamento clínico for a primeira opção. O tratamento da endometriose é individualizado e visa aliviar a dor, melhorar a fertilidade e prevenir a progressão da doença. As opções incluem terapia hormonal, cirurgia (laparoscópica ou laparotômica) e manejo da dor. A histerectomia isolada não é o tratamento de escolha para a dor pélvica crônica por endometriose em pacientes sem desejo reprodutivo, pois os focos de endometriose ou o tecido ovariano remanescente podem manter a dor; frequentemente, a ooforectomia bilateral é necessária. Endometriomas ovarianos não devem ser sempre submetidos a ressecção cirúrgica; a decisão depende do tamanho, sintomas e desejo reprodutivo, com o objetivo de preservar o máximo de parênquima ovariano possível.
Os sintomas mais comuns da endometriose incluem dor pélvica crônica, dismenorreia (dor menstrual intensa), dispareunia (dor durante a relação sexual) e infertilidade. Sangramento uterino anormal e sintomas urinários ou intestinais cíclicos também podem ocorrer, dependendo da localização dos implantes.
Não, a laparoscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo, mas não é realizada em todos os casos. O diagnóstico pode ser fortemente suspeito com base na história clínica e exames de imagem (como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética), e o tratamento empírico pode ser iniciado sem confirmação cirúrgica, especialmente em pacientes sem desejo reprodutivo imediato.
O tratamento de endometriomas ovarianos é individualizado. Endometriomas assintomáticos ou pequenos podem ser apenas monitorados. A cirurgia é considerada para endometriomas sintomáticos, grandes, ou quando há preocupação com a fertilidade, buscando-se sempre preservar a maior quantidade possível de parênquima ovariano.
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