FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Homem de 52 anos, alcoolista, em tratamento de tuberculose pulmonar com esquema básico há três semanas, queixa-se de náuseas, vômitos e anorexia. Ex. físico: desidratado, desnutrido, com abdome escavado, flácido, indolor à palpação. Restante do exame físico sem alterações. AST = 168 U/dL (VN=30UI/dL); ALT = 202 U/L (VN=30U/dL), Bilirrubinas Totais = 0,9 mg/dL. O que deve ser feito?
Hepatotoxicidade por TB: AST/ALT > 3x LSN (sintomático) ou > 5x LSN (assintomático) → suspender drogas.
O paciente apresenta sintomas gastrointestinais e elevação significativa das transaminases (AST e ALT > 5x o limite superior da normalidade), indicando hepatotoxicidade induzida pelos tuberculostáticos. Nesses casos, a conduta correta é suspender o esquema básico e reintroduzir as drogas sequencialmente após a melhora, começando pela Rifampicina.
O tratamento da tuberculose pulmonar, embora altamente eficaz, pode ser desafiador devido aos efeitos adversos dos medicamentos, sendo a hepatotoxicidade uma das complicações mais sérias. O esquema básico, composto por Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol, é conhecido por seu potencial hepatotóxico, especialmente a Pirazinamida e a Isoniazida. Pacientes com fatores de risco como alcoolismo, hepatopatias preexistentes, desnutrição e idade avançada têm maior probabilidade de desenvolver essa complicação. A hepatotoxicidade manifesta-se com sintomas inespecíficos como náuseas, vômitos, anorexia e fadiga, acompanhados de elevação das transaminases (AST e ALT). A conduta diante da suspeita de lesão hepática induzida por drogas (LILD) é crucial. Se as transaminases estiverem elevadas acima de 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN) com sintomas, ou acima de 5 vezes o LSN mesmo sem sintomas, o esquema antituberculose deve ser imediatamente suspenso. Após a suspensão, o paciente deve ser monitorado até a redução dos níveis enzimáticos. A reintrodução das drogas deve ser feita de forma gradual e sequencial, começando pela Rifampicina (geralmente a menos hepatotóxica entre as três principais), seguida pelo Etambutol, Isoniazida e, por último, a Pirazinamida, com monitoramento rigoroso das transaminases a cada etapa. Em alguns casos, pode ser necessário um esquema alternativo com drogas menos hepatotóxicas. O manejo adequado da hepatotoxicidade é vital para garantir a adesão ao tratamento e prevenir a progressão da doença hepática.
A Pirazinamida é a droga mais hepatotóxica, seguida pela Isoniazida e Rifampicina. O Etambutol é considerado o menos hepatotóxico e pode ser mantido em alguns casos de lesão hepática leve.
A suspensão é indicada se houver elevação de transaminases > 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN) com sintomas, ou > 5 vezes o LSN mesmo sem sintomas. A presença de icterícia ou elevação de bilirrubinas também é um sinal de alerta.
Após a normalização ou melhora das enzimas hepáticas, as drogas devem ser reintroduzidas uma por vez, com intervalos de 3 a 7 dias, começando pela Rifampicina, depois Etambutol, Isoniazida e, por último, Pirazinamida, monitorando as transaminases a cada reintrodução.
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