HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Dentre os fármacos abaixo, qual é o que tem um efeito tóxico direto sobre os hepatócitos?
Overdose de Paracetamol → depleção de glutationa → acúmulo de NAPQI → necrose hepatocelular direta.
O paracetamol é um dos fármacos mais comuns a causar hepatotoxicidade direta, especialmente em doses elevadas. Seu metabólito tóxico, NAPQI, é normalmente desintoxicado pela glutationa; em overdose, a glutationa se esgota, levando à lesão hepática.
A hepatotoxicidade por paracetamol é uma das causas mais comuns de insuficiência hepática aguda em todo o mundo. É crucial para estudantes e residentes entenderem sua patogênese e manejo, dada a ampla disponibilidade e uso do fármaco. A toxicidade é dose-dependente, tornando a overdose uma emergência médica. A fisiopatologia central envolve o metabolismo do paracetamol. Uma pequena porção é convertida em N-acetil-p-benzoquinona imina (NAPQI), um metabólito altamente reativo. Em condições normais, o NAPQI é rapidamente desintoxicado pela glutationa. Em overdose, a glutationa é esgotada, permitindo que o NAPQI se ligue covalentemente a proteínas celulares, causando estresse oxidativo e necrose hepatocelular. A suspeita deve ser alta em pacientes com histórico de ingestão excessiva ou uso crônico de doses elevadas. O tratamento principal é a administração de N-acetilcisteína (NAC), que repõe os estoques de glutationa e oferece proteção antioxidante. A eficácia da NAC é maior quando administrada nas primeiras 8 horas após a ingestão. O prognóstico depende da dose ingerida, do tempo até o tratamento e da presença de fatores de risco. O monitoramento de transaminases, INR e creatinina é fundamental para avaliar a gravidade e a evolução.
O paracetamol é metabolizado no fígado, e uma pequena parte forma o metabólito tóxico NAPQI. Em doses terapêuticas, o NAPQI é rapidamente conjugado com glutationa e excretado. Em overdose, a glutationa se esgota, permitindo que o NAPQI se ligue a macromoléculas celulares, causando necrose hepatocelular.
O antídoto é a N-acetilcisteína (NAC). Ela atua repondo os estoques de glutationa, o que permite a desintoxicação do NAPQI e protege os hepatócitos da lesão. É mais eficaz quando administrada precocemente.
Inicialmente, os sintomas podem ser inespecíficos, como náuseas, vômitos e mal-estar. Após 24-48 horas, surgem sinais de lesão hepática, como elevação de transaminases, icterícia, dor no quadrante superior direito e, em casos graves, encefalopatia hepática e coagulopatia.
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