FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
A hepatotoxicidade induzida por toxinas e drogas é causa frequente de lesão hepática aguda, com reações de vários tipos, podendo-se afirmar que:
Cocaína, ecstasy, ácido nicotínico → Lesão hepática isquêmica por colapso vascular.
Certas drogas e toxinas, como cocaína, ecstasy e altas doses de ácido nicotínico, podem induzir lesão hepática isquêmica. Isso ocorre devido a efeitos vasoconstritores diretos ou indiretos que levam a colapso vascular e hipoperfusão hepática, resultando em necrose hepatocelular.
A hepatotoxicidade induzida por drogas (DILI - Drug-Induced Liver Injury) é uma causa significativa de lesão hepática aguda e crônica, representando um desafio diagnóstico e terapêutico. A compreensão dos diferentes padrões de lesão é fundamental para o residente. As reações podem ser previsíveis (dose-dependentes) ou idiossincráticas (imprevisíveis), e a apresentação clínica varia de assintomática a insuficiência hepática fulminante. A questão aborda um mecanismo específico: a lesão isquêmica por colapso vascular. Drogas como cocaína e ecstasy são conhecidas por seus efeitos simpaticomiméticos, que podem levar a vasoconstrição sistêmica e espasmo vascular, incluindo a circulação hepática. Isso resulta em hipoperfusão e isquemia hepatocelular, culminando em necrose. O ácido nicotínico, especialmente em doses elevadas usadas para dislipidemia, também pode causar lesão hepática, embora o mecanismo exato possa envolver estresse oxidativo e disfunção mitocondrial, além de relatos de lesão isquêmica. Para o diagnóstico, é crucial uma história detalhada de uso de medicamentos, suplementos e substâncias ilícitas. A elevação das transaminases (AST e ALT) é um marcador chave de lesão hepatocelular, e padrões colestáticos (elevação de fosfatase alcalina e gama-GT) indicam lesão biliar. O tratamento da DILI é primariamente de suporte e envolve a interrupção imediata do agente causador. A identificação do mecanismo específico, como a lesão isquêmica, auxilia no manejo e na prevenção de futuras exposições, sendo um ponto importante para a prática clínica e para a prova de residência.
Cocaína e ecstasy podem causar lesão hepática isquêmica devido aos seus efeitos vasoconstritores, que levam à diminuição do fluxo sanguíneo hepático e hipoperfusão, resultando em necrose hepatocelular.
Os mecanismos são variados e incluem lesão hepatocelular direta, colestase, reações imunológicas, esteatose, formação de granulomas e, como visto, lesão isquêmica por colapso vascular.
A lesão hepática isquêmica ocorre quando há suprimento inadequado de oxigênio ao fígado, geralmente por hipoperfusão. Manifesta-se com elevação acentuada das transaminases (AST e ALT), que podem atingir milhares de unidades, e pode levar à insuficiência hepática aguda.
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