Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
O esquema de quimioterápicos para Tuberculose pulmonar é baseado no Coxcip-4 (Comprimido de 150 mg de rifampicina, 75 mg de isoniazida, 400 mg de pirazinamida e 275 mg de etambutol). Os efeitos colaterais da quimioterapia antituberculosa podem ser divididos em efeitos menores (que não implicam na modificação imediata do esquema padronizado) e os efeitos maiores (que implicam na interrupção ou alteração do tratamento). O efeito colateral maior comum a todos os fármacos descritos no COXCIP-4:
Hepatotoxicidade = efeito colateral maior comum a todos os fármacos do esquema RHZE.
A hepatotoxicidade é o efeito colateral maior mais comum e preocupante de todos os fármacos do esquema básico para tuberculose (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol), exigindo monitoramento e, por vezes, alteração do tratamento.
O tratamento da tuberculose pulmonar no Brasil é padronizado e utiliza um esquema quimioterápico que, na fase intensiva, inclui rifampicina (R), isoniazida (H), pirazinamida (Z) e etambutol (E), frequentemente administrados em um comprimido combinado (Coxcip-4). Embora altamente eficaz, essa terapia está associada a diversos efeitos colaterais, que podem ser classificados como menores ou maiores, dependendo da necessidade de modificação do esquema. A hepatotoxicidade é o efeito colateral maior mais comum e clinicamente relevante, sendo uma preocupação para todos os fármacos do esquema RHZE. A pirazinamida é o agente mais hepatotóxico, seguida pela isoniazida e rifampicina. O etambutol, embora menos hepatotóxico, também pode contribuir para a lesão hepática. A fisiopatologia envolve a formação de metabólitos tóxicos que causam dano hepatocelular. O monitoramento da função hepática é crucial durante o tratamento, especialmente em pacientes com fatores de risco para hepatopatia. Os sintomas de hepatotoxicidade incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, icterícia e fadiga. A elevação das transaminases séricas é um marcador bioquímico importante. Em casos de hepatotoxicidade grave, a interrupção ou modificação do esquema é imperativa para prevenir danos hepáticos irreversíveis, e a reintrodução dos fármacos deve ser feita com cautela e monitoramento rigoroso.
Os sintomas incluem náuseas, vômitos, dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia, fadiga e urina escura.
A interrupção é indicada em casos de icterícia, elevação das transaminases > 3x o limite superior da normalidade com sintomas, ou > 5x sem sintomas.
A pirazinamida é o mais hepatotóxico, seguida pela isoniazida e rifampicina. O etambutol é o menos hepatotóxico, mas também pode contribuir.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo