HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
A Toxicidade Hepática é um dos efeitos adversos graves mais comumente associados aos antirretrovirais ARV. Sendo correto o item:
Hepatotoxicidade por ARV → Varia de elevação assintomática de transaminases a falência hepática grave.
A hepatotoxicidade é um efeito adverso comum e sério dos antirretrovirais, com um espectro clínico que vai desde alterações laboratoriais assintomáticas até quadros de falência hepática fulminante. O monitoramento regular da função hepática é essencial para pacientes em terapia antirretroviral.
A terapia antirretroviral (TARV) revolucionou o tratamento do HIV, mas, como qualquer medicação potente, está associada a efeitos adversos. A toxicidade hepática, ou hepatotoxicidade, é um dos efeitos adversos graves mais comumente observados, sendo uma preocupação significativa no manejo de pacientes vivendo com HIV. Essa lesão hepática induzida por drogas (DILI) pode ser causada por diversas classes de antirretrovirais. O espectro clínico da hepatotoxicidade induzida por ARVs é amplo e variável. Pode manifestar-se desde uma elevação assintomática e transitória das transaminases séricas, que muitas vezes não requer interrupção do tratamento, até quadros mais graves de hepatite aguda, icterícia e, em casos raros, falência hepática fulminante, que pode ser fatal. A coinfecção por vírus da hepatite B ou C, o consumo de álcool e a presença de doença hepática preexistente são fatores que aumentam o risco de hepatotoxicidade. Para residentes, é fundamental estar ciente da possibilidade de hepatotoxicidade em pacientes em TARV. O monitoramento regular da função hepática, a identificação precoce de sinais e sintomas de lesão hepática, e a capacidade de ajustar a terapia antirretroviral quando necessário são competências essenciais para garantir a segurança e a eficácia do tratamento a longo prazo.
Diversas classes de ARVs podem causar hepatotoxicidade, incluindo inibidores da transcriptase reversa não nucleosídeos (ITRNNs) como nevirapina e efavirenz, e inibidores da protease (IPs) como ritonavir e lopinavir.
O monitoramento envolve a dosagem regular de transaminases (ALT e AST), bilirrubinas e fosfatase alcalina. A frequência depende do regime ARV, comorbidades (ex: coinfecção por hepatites virais) e histórico do paciente.
Fatores de risco incluem coinfecção por hepatites B ou C, consumo de álcool, doença hepática preexistente, idade avançada, uso concomitante de outras drogas hepatotóxicas e polimorfismos genéticos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo