Hepatotoxicidade por Antirretrovirais: Espectro Clínico

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021

Enunciado

A Toxicidade Hepática é um dos efeitos adversos graves mais comumente associados aos antirretrovirais ARV. Sendo correto o item:

Alternativas

  1. A) A apresentação clínica da hepatotoxicidade pode variar de elevação assintomática de transaminases até falência hepática grave.
  2. B) A apresentação clínica da hepatotoxicidade não pode variar de elevação assintomática de transaminases até falência hepática grave.
  3. C) A apresentação clínica da hepatotoxicidade pode variar de elevação assintomática de transaminases, mas não para falência hepática grave.
  4. D) A apresentação clínica da hepatotoxicidade não pode variar para falência hepática grave. 

Pérola Clínica

Hepatotoxicidade por ARV → Varia de elevação assintomática de transaminases a falência hepática grave.

Resumo-Chave

A hepatotoxicidade é um efeito adverso comum e sério dos antirretrovirais, com um espectro clínico que vai desde alterações laboratoriais assintomáticas até quadros de falência hepática fulminante. O monitoramento regular da função hepática é essencial para pacientes em terapia antirretroviral.

Contexto Educacional

A terapia antirretroviral (TARV) revolucionou o tratamento do HIV, mas, como qualquer medicação potente, está associada a efeitos adversos. A toxicidade hepática, ou hepatotoxicidade, é um dos efeitos adversos graves mais comumente observados, sendo uma preocupação significativa no manejo de pacientes vivendo com HIV. Essa lesão hepática induzida por drogas (DILI) pode ser causada por diversas classes de antirretrovirais. O espectro clínico da hepatotoxicidade induzida por ARVs é amplo e variável. Pode manifestar-se desde uma elevação assintomática e transitória das transaminases séricas, que muitas vezes não requer interrupção do tratamento, até quadros mais graves de hepatite aguda, icterícia e, em casos raros, falência hepática fulminante, que pode ser fatal. A coinfecção por vírus da hepatite B ou C, o consumo de álcool e a presença de doença hepática preexistente são fatores que aumentam o risco de hepatotoxicidade. Para residentes, é fundamental estar ciente da possibilidade de hepatotoxicidade em pacientes em TARV. O monitoramento regular da função hepática, a identificação precoce de sinais e sintomas de lesão hepática, e a capacidade de ajustar a terapia antirretroviral quando necessário são competências essenciais para garantir a segurança e a eficácia do tratamento a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais antirretrovirais associados à hepatotoxicidade?

Diversas classes de ARVs podem causar hepatotoxicidade, incluindo inibidores da transcriptase reversa não nucleosídeos (ITRNNs) como nevirapina e efavirenz, e inibidores da protease (IPs) como ritonavir e lopinavir.

Como é feito o monitoramento da função hepática em pacientes em uso de ARVs?

O monitoramento envolve a dosagem regular de transaminases (ALT e AST), bilirrubinas e fosfatase alcalina. A frequência depende do regime ARV, comorbidades (ex: coinfecção por hepatites virais) e histórico do paciente.

Quais fatores de risco aumentam a chance de hepatotoxicidade por ARVs?

Fatores de risco incluem coinfecção por hepatites B ou C, consumo de álcool, doença hepática preexistente, idade avançada, uso concomitante de outras drogas hepatotóxicas e polimorfismos genéticos.

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