OASE - Obra de Assistência Social Evangélica (SC) — Prova 2023
Com relação às infecções bacterianas consideradas diagnósticos diferenciais de hepatoesplenomegalias febril, assinale a alternativa incorreta.
Hepatoesplenomegalia febril → investigar infecções sistêmicas (Brucelose, Tuberculose, Endocardite) e doenças hematológicas. Abscesso cutâneo não causa.
A hepatoesplenomegalia febril sugere uma doença sistêmica que afeta o sistema reticuloendotelial, como infecções granulomatosas (tuberculose, brucelose) ou infecções crônicas com embolização séptica (endocardite). Um abscesso cutâneo é uma infecção localizada e, por si só, não causa hepatoesplenomegalia, a menos que complique para uma sepse grave.
A hepatoesplenomegalia febril é um achado clínico que sugere uma ampla gama de diagnósticos, incluindo infecções, doenças hematológicas, doenças autoimunes e metabólicas. No contexto de infecções bacterianas, a presença de febre e aumento do fígado e baço aponta para condições sistêmicas que afetam o sistema reticuloendotelial ou causam disseminação hematogênica. A brucelose é uma infecção bacteriana crônica que frequentemente se manifesta com febre ondulante, sudorese e hepatoesplenomegalia devido à formação de granulomas nos órgãos. A tuberculose, especialmente em suas formas miliar ou hepatoesplênica, também é uma causa clássica de hepatoesplenomegalia febril, com granulomas caseosos no fígado e baço. A endocardite infecciosa, embora primariamente uma infecção cardíaca, pode levar à embolização séptica para o baço (causando infartos ou abscessos esplênicos) e, menos comumente, para o fígado, além de ser uma causa de febre prolongada. Por outro lado, um abscesso cutâneo é uma infecção localizada que, por si só, não causa hepatoesplenomegalia. Embora possa haver febre associada a um abscesso, o aumento do fígado e do baço não é uma característica direta ou esperada dessa condição. Apenas em cenários de sepse grave com falência de múltiplos órgãos ou disseminação bacteriana maciça, um abscesso cutâneo poderia estar indiretamente associado a alterações sistêmicas, mas não é um diagnóstico diferencial primário para hepatoesplenomegalia febril.
As principais causas infecciosas de hepatoesplenomegalia febril incluem infecções bacterianas como brucelose, tuberculose miliar ou hepatoesplênica, endocardite infecciosa (com embolia séptica), salmonelose e leptospirose. Infecções virais como mononucleose infecciosa e citomegalovirose, e parasitárias como leishmaniose visceral e malária, também são importantes.
A brucelose é uma zoonose que pode causar uma infecção sistêmica crônica, com formação de granulomas em diversos órgãos, incluindo fígado e baço. A infecção das células do sistema reticuloendotelial nesses órgãos leva ao aumento de seu tamanho e à febre persistente, sendo um achado comum na doença.
Um abscesso cutâneo é uma infecção localizada na pele e tecidos moles. Embora possa causar febre, ele não afeta diretamente o fígado e o baço para causar hepatoesplenomegalia. Apenas em casos de sepse grave com disseminação hematogênica para esses órgãos, ou em situações de imunossupressão extrema, poderíamos considerar uma relação indireta, mas não é um diagnóstico diferencial primário.
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