HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Um paciente de 50 anos com cirrose hepática por hepatite C, Child B, com varizes esofágicas de médio calibre, apresenta à ultra-sonografia abdominal um hepatocarcinoma de 3,5 cm de diâmetro em segmento 5 hepático. A melhor conduta terapêutica é:
HCC em cirrótico Child B com lesão única < 5 cm → Transplante hepático é a melhor conduta.
Em pacientes com cirrose e hepatocarcinoma (HCC), a função hepática comprometida (Child B) e a presença de uma lesão única de 3,5 cm (dentro dos critérios de Milão) tornam o transplante hepático a melhor opção. Ele trata tanto o tumor quanto a doença hepática subjacente, oferecendo melhor prognóstico do que a ressecção ou quimioembolização isoladas.
O hepatocarcinoma (HCC) é o câncer primário de fígado mais comum e frequentemente se desenvolve em pacientes com cirrose hepática, sendo a hepatite C uma das principais etiologias. A detecção precoce é crucial, e o estadiamento da doença hepática subjacente (ex: classificação de Child-Pugh) é fundamental para determinar a melhor estratégia terapêutica. A fisiopatologia do HCC em cirrose envolve a inflamação crônica e a regeneração hepatocelular aberrante. O diagnóstico é feito por exames de imagem (ultrassonografia, TC, RM) e, por vezes, biópsia. A suspeita deve ser alta em pacientes cirróticos com lesões focais no fígado. A presença de varizes esofágicas indica hipertensão portal, um sinal de cirrose avançada. A escolha do tratamento para HCC depende de múltiplos fatores, incluindo o tamanho e número dos tumores, a função hepática do paciente e a presença de comorbidades. Para pacientes com cirrose e HCC que se enquadram nos critérios de Milão (lesão única ≤ 5 cm ou até 3 lesões ≤ 3 cm), o transplante hepático é considerado a melhor opção, pois remove tanto o tumor quanto o fígado doente, oferecendo as maiores taxas de sobrevida a longo prazo.
Os critérios de Milão para transplante hepático em HCC incluem uma única lesão ≤ 5 cm ou até três lesões, cada uma ≤ 3 cm, sem invasão vascular macroscópica ou metástase extra-hepática.
O transplante hepático é preferível porque trata não apenas o tumor, mas também a doença hepática subjacente (cirrose), que é a principal causa de recorrência e mortalidade pós-ressecção em pacientes cirróticos.
A quimioembolização (TACE) é geralmente indicada para pacientes com HCC que não são candidatos a transplante ou ressecção, mas que possuem doença confinada ao fígado e boa função hepática, como terapia ponte ou paliativa.
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