Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
O diagnóstico do hepatocarcinoma pode ser feito preferencialmente por meio de métodos radiológicos dinâmicos, não invasivos, tais como tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) ou ultrassonografia com contraste (US). Podemos apenas aceitar que:
Rastreamento de HCC em cirróticos = USG abdome a cada 6 meses (com ou sem AFP).
O rastreamento do hepatocarcinoma (HCC) em pacientes com cirrose hepática é fundamental para detecção precoce e possibilidade de tratamento curativo. A recomendação padrão é a realização de ultrassonografia de abdome a cada seis meses, podendo ser associada à dosagem de alfa-fetoproteína (AFP), embora a AFP isolada tenha menor sensibilidade e especificidade.
O hepatocarcinoma (HCC) é a neoplasia primária mais comum do fígado e uma das principais causas de mortalidade por câncer globalmente. A maioria dos casos de HCC ocorre em pacientes com doença hepática crônica subjacente, sendo a cirrose hepática o principal fator de risco. Devido à sua apresentação insidiosa e ao prognóstico desfavorável em estágios avançados, o rastreamento em populações de risco é fundamental para a detecção precoce e a possibilidade de tratamento curativo. As diretrizes internacionais e nacionais recomendam o rastreamento do HCC em pacientes com cirrose hepática. O método de escolha para o rastreamento é a ultrassonografia de abdome, realizada a cada seis meses. Essa periodicidade permite a detecção de nódulos em um tamanho que ainda pode ser passível de terapias curativas. A dosagem da alfa-fetoproteína (AFP) pode ser utilizada como um marcador complementar, mas não deve ser usada isoladamente para o rastreamento, pois sua sensibilidade e especificidade não são suficientes para excluir o diagnóstico de HCC. A importância do rastreamento reside na capacidade de identificar o tumor em estágios iniciais, quando opções como transplante hepático, ressecção cirúrgica ou ablação por radiofrequência podem ser eficazes. A alternativa correta reflete essa recomendação padrão, enfatizando a ultrassonografia semestral e a possibilidade de associação com a AFP. É um conhecimento essencial para residentes que atuam em gastroenterologia, hepatologia e clínica médica.
O rastreamento para hepatocarcinoma é recomendado para pacientes com cirrose hepática de qualquer etiologia, pacientes com hepatite B crônica (mesmo sem cirrose, em certas populações de risco) e pacientes com hepatite C com fibrose avançada.
A recomendação padrão é a realização de ultrassonografia de abdome a cada seis meses. A dosagem de alfa-fetoproteína (AFP) pode ser associada, mas não substitui a ultrassonografia devido à sua menor sensibilidade e especificidade.
O rastreamento precoce é crucial porque o hepatocarcinoma em estágios iniciais pode ser tratado com intenção curativa (transplante hepático, ressecção cirúrgica, ablação). Tumores avançados têm opções terapêuticas mais limitadas e pior prognóstico.
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