Hepatoblastoma: O Tumor Hepático Infantil Mais Comum

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022

Enunciado

É o mais comum tumor maligno que surge, primariamente, no fígado de crianças. Ocorre predominantemente abaixo dos três anos, sendo raro após o quinto ano de idade. É mais comum no sexo masculino.

Alternativas

  1. A) Hepatocarcinoma.
  2. B) Sarcoma de Kupffer.
  3. C) Tumor de Wilms.
  4. D) Hepatoblastoma.

Pérola Clínica

Hepatoblastoma: tumor hepático maligno mais comum em crianças <3 anos, ↑ AFP, mais comum em meninos.

Resumo-Chave

O hepatoblastoma é o tumor maligno primário do fígado mais frequente em crianças, especialmente em menores de 3 anos, com pico de incidência antes dos 2 anos. É mais comum no sexo masculino e frequentemente associado a níveis elevados de alfa-fetoproteína (AFP), que serve como marcador diagnóstico e de acompanhamento.

Contexto Educacional

O hepatoblastoma é o tumor maligno primário do fígado mais prevalente na população pediátrica, representando um importante desafio na oncologia infantil. Sua incidência é maior em crianças muito jovens, tipicamente abaixo dos três anos de idade, com uma predileção pelo sexo masculino. A compreensão de suas características epidemiológicas e clínicas é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado. Clinicamente, o hepatoblastoma pode se manifestar como uma massa abdominal palpável, dor abdominal, perda de peso ou icterícia, embora muitos casos sejam assintomáticos no início. A dosagem da alfa-fetoproteína (AFP) sérica é um pilar diagnóstico, estando elevada em cerca de 90% dos casos, e serve também para monitorar a resposta ao tratamento. Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorada e ressonância magnética são essenciais para o estadiamento e planejamento cirúrgico. O tratamento do hepatoblastoma é multimodal, geralmente iniciando com quimioterapia neoadjuvante para reduzir o tamanho do tumor e permitir uma ressecção cirúrgica mais segura. A cirurgia é o pilar curativo, e em casos selecionados de tumores irressecáveis ou multifocais, o transplante hepático pode ser uma opção. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços terapêuticos, mas a detecção precoce continua sendo um fator crucial para o sucesso do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as características epidemiológicas do hepatoblastoma?

O hepatoblastoma é o tumor maligno primário do fígado mais comum em crianças, ocorrendo predominantemente em menores de 3 anos, com pico de incidência antes dos 2 anos de idade, e é mais frequente no sexo masculino.

Qual o papel da alfa-fetoproteína (AFP) no hepatoblastoma?

A alfa-fetoproteína (AFP) é um marcador tumoral importante para o hepatoblastoma. Seus níveis estão elevados na maioria dos pacientes e são utilizados tanto para o diagnóstico quanto para o monitoramento da resposta ao tratamento e detecção de recidivas.

Como o hepatoblastoma é diagnosticado e tratado?

O diagnóstico do hepatoblastoma é feito por exames de imagem (ultrassom, TC, RM) e biópsia, com a AFP como marcador. O tratamento envolve quimioterapia neoadjuvante seguida de ressecção cirúrgica do tumor, e em alguns casos, transplante hepático.

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