Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
Sobre as hepatites virais, assinale a melhor resposta:
Hepatites B, C e D → ALTO risco de cronificação e complicações hepáticas graves.
Ao contrário da hepatite A, que é autolimitada, as hepatites B, C e D são conhecidas por sua capacidade de evoluir para formas crônicas em uma parcela significativa dos pacientes, levando a cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular.
As hepatites virais representam um grupo heterogêneo de doenças que afetam o fígado, causadas por diferentes vírus (A, B, C, D, E). A compreensão de suas vias de transmissão, evolução clínica e potencial de cronificação é fundamental para o diagnóstico, prevenção e tratamento. Enquanto a hepatite A é tipicamente uma doença aguda e autolimitada, as hepatites B, C e D são notórias por sua capacidade de evoluir para infecções crônicas, com sérias implicações para a saúde pública global. A cronificação das hepatites B, C e D é um processo que pode levar a danos hepáticos progressivos, culminando em cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. A taxa de cronificação varia entre os vírus e fatores do hospedeiro, sendo particularmente alta na hepatite C (75-85% dos casos agudos) e significativa na hepatite B (5-10% em adultos imunocompetentes, mas muito maior em neonatos). A hepatite D só ocorre em coinfecção ou superinfecção com o vírus da hepatite B e também pode levar à cronificação e doença hepática mais grave. Para residentes, é crucial diferenciar as características de cada hepatite viral, especialmente no que tange à cronicidade, vacinação e vias de transmissão. O manejo da hepatite crônica envolve monitoramento regular, tratamento antiviral específico e rastreamento de complicações, como o carcinoma hepatocelular. O conhecimento aprofundado dessas nuances é essencial para a prática clínica e para a resolução de questões de residência.
As hepatites virais B, C e D são as que podem evoluir para a forma crônica. A hepatite A é classicamente uma infecção aguda e autolimitada, sem risco de cronificação, enquanto a hepatite E pode cronificar em imunossuprimidos.
As principais complicações da hepatite crônica incluem cirrose hepática, insuficiência hepática, hipertensão portal e carcinoma hepatocelular. O monitoramento regular e o tratamento antiviral são essenciais para prevenir ou retardar essas complicações.
A hepatite A é transmitida principalmente pela via fecal-oral e tem vacina eficaz. As hepatites B e C são transmitidas predominantemente por via parenteral (sangue e fluidos corporais) e sexual. A hepatite B tem vacina, enquanto a hepatite C não, mas ambas possuem tratamentos antivirais eficazes para a forma crônica.
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