INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
O hepatocarcinoma é um tumor primário do fígado e cerca de 50% dos pacientes com esse tumor apresentam cirrose hepática, doença grave associada ao alcoolismo ou à hepatite crônica. Sobre as hepatites virais, é INCORRETO afirmar que:
Hepatite E: geralmente autolimitada, baixa cronificação em imunocompetentes, ≠ B, C, D que cronificam e transmitem via sangue/sexo.
As hepatites virais B, C e D são importantes causas de hepatocarcinoma devido à sua alta taxa de cronificação e transmissão parenteral/sexual. Em contraste, a hepatite E é predominantemente autolimitada em indivíduos imunocompetentes, com baixa taxa de cronificação, sendo a afirmação de viremia persistente e 50% de cronicidade incorreta para a população geral.
As hepatites virais são infecções que afetam o fígado, causadas por diferentes vírus (A, B, C, D, E). Elas representam um grave problema de saúde pública global, sendo as hepatites B e C as principais causas de cirrose hepática e hepatocarcinoma, uma das neoplasias mais letais. A compreensão de suas vias de transmissão, história natural e potencial de cronificação é fundamental para a prevenção, diagnóstico e tratamento. As hepatites B, C e D compartilham vias de transmissão semelhantes, incluindo contato com sangue e fluidos corporais (esperma, secreção vaginal), o que as torna sexualmente transmissíveis e passíveis de transmissão vertical. O risco de cronificação da hepatite B é inversamente proporcional à idade da infecção, sendo altíssimo em recém-nascidos e baixo em adultos. Já a hepatite C tem uma taxa de cronificação elevada, atingindo 60% a 90% dos casos, o que justifica a alta prevalência de cirrose e hepatocarcinoma associados a essa infecção. Em contraste, a hepatite E é predominantemente transmitida por via fecal-oral e, na maioria dos casos em indivíduos imunocompetentes, cursa como uma infecção aguda e autolimitada, com um prognóstico geralmente bom e uma taxa de cronificação muito baixa. A viremia persistente e a evolução para cronicidade são incomuns, exceto em populações específicas como imunossuprimidos. O conhecimento dessas particularidades é crucial para o manejo clínico e para a diferenciação entre os diversos tipos de hepatites virais.
As hepatites virais B, C e D são transmitidas principalmente por via parenteral (sangue e derivados), sexual (esperma e secreção vaginal) e vertical (mãe-filho). A hepatite A e E são transmitidas predominantemente por via fecal-oral.
O risco de cronificação da hepatite B depende da idade da infecção, sendo muito alto em neonatos (>90%) e menor em adultos (<5%). A hepatite C tem uma alta taxa de cronificação, variando entre 60% e 90% dos casos, o que a torna uma das principais causas de cirrose e hepatocarcinoma.
Na maioria dos indivíduos imunocompetentes, a hepatite E é uma infecção aguda e autolimitada, com baixa taxa de cronificação (geralmente <5%). No entanto, em pacientes imunossuprimidos, como transplantados, a infecção pode se tornar crônica.
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