UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Quando o recém-nascido fica exposto à hepatite B na hora do parto,
RN de mãe HBsAg+ → IGHAHB + 1ª dose vacina HBV ao nascimento.
Recém-nascidos de mães HBsAg reagentes devem receber imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) e a primeira dose da vacina contra hepatite B (HBV) logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas, para prevenir a transmissão perinatal.
A transmissão perinatal da hepatite B (HBV) é uma das principais formas de aquisição da infecção crônica, com alto risco de desenvolvimento de cirrose e hepatocarcinoma na vida adulta. A prevenção dessa transmissão é uma prioridade em saúde pública. A identificação de gestantes HBsAg reagentes é crucial para a implementação da profilaxia adequada no recém-nascido. A conduta padrão para recém-nascidos expostos ao HBV no parto é a imunoprofilaxia combinada, que consiste na administração de imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) e da primeira dose da vacina contra hepatite B. Ambos devem ser administrados o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 12 horas de vida, em locais anatômicos distintos. Essa estratégia é altamente eficaz, reduzindo drasticamente o risco de infecção crônica. É importante ressaltar que a amamentação não é contraindicada para mães HBsAg reagentes que tiveram seus recém-nascidos adequadamente imunoprofilatizados. O leite materno não é uma via significativa de transmissão do HBV. O esquema vacinal completo para o HBV deve ser seguido conforme as diretrizes nacionais, com as doses subsequentes da vacina. O conhecimento dessas diretrizes é fundamental para residentes em pediatria e obstetrícia.
Um recém-nascido de mãe HBsAg reagente deve receber imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) e a primeira dose do esquema vacinal para HBV. Ambos devem ser administrados o mais rápido possível após o nascimento, idealmente nas primeiras 12 horas de vida, em locais anatômicos diferentes.
A imunoprofilaxia combinada é altamente eficaz, prevenindo a transmissão perinatal da hepatite B em cerca de 85% a 95% dos casos. Essa estratégia é crucial para reduzir significativamente o risco de o recém-nascido desenvolver infecção crônica pelo HBV.
Não, a amamentação não é contraindicada para mães HBsAg reagentes, desde que o recém-nascido tenha recebido a imunoprofilaxia adequada (IGHAHB e a primeira dose da vacina contra hepatite B) logo após o nascimento. O vírus da hepatite B não é transmitido de forma eficaz pelo leite materno.
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