HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Em uma paciente portadora do vírus B da hepatite, mutante pré-core, além de anti-HBc lgG+, espera-se encontrar o padrão de marcadores virais sorológicos representado na letra:
Hepatite B mutante pré-core → HBsAg+, HBeAg-, anti-HBe+, DNA HBV elevado.
A mutação pré-core no vírus da hepatite B impede a produção do HBeAg, mesmo na presença de replicação viral ativa. Assim, pacientes com essa mutação e infecção crônica ativa apresentarão HBsAg positivo, HBeAg negativo, anti-HBe positivo e DNA HBV elevado, indicando alta carga viral e atividade da doença.
A infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV) é um problema de saúde global, com diferentes fases clínicas e perfis sorológicos. A compreensão desses marcadores é fundamental para o diagnóstico, estadiamento e manejo da doença. O anti-HBc IgG positivo indica contato prévio ou atual com o vírus. A mutação pré-core do HBV é uma variante comum que afeta a capacidade do vírus de produzir o antígeno e (HBeAg). Em pacientes com essa mutação, mesmo na presença de replicação viral ativa e doença hepática significativa, o HBeAg será negativo, e o anti-HBe será positivo. Nesses casos, o HBsAg (marcador de infecção) permanece positivo, e o DNA HBV (carga viral) estará elevado, indicando replicação viral ativa e necessidade de tratamento. Portanto, o perfil esperado para uma paciente com hepatite B crônica devido a um vírus mutante pré-core, com replicação ativa, é HBsAg+, HBeAg-, anti-HBe+ e DNA HBV elevado (> 20.000 UI/mL é um limiar comum para considerar replicação ativa e indicação de tratamento, embora possa variar). Essa distinção é crucial, pois a ausência de HBeAg não significa necessariamente inatividade viral em pacientes com essa mutação, exigindo a dosagem do DNA HBV para guiar a conduta terapêutica.
A mutação pré-core impede a produção do antígeno e (HBeAg) pelo vírus, mesmo quando há replicação viral ativa, alterando o perfil sorológico clássico.
O DNA HBV é crucial para avaliar a replicação viral e a atividade da doença em pacientes com mutação pré-core, pois o HBeAg não é um marcador confiável de replicação nesse cenário.
A fase de imunotolerância (geralmente em jovens) tem HBeAg+, DNA HBV muito alto, ALT normal e pouca inflamação. A hepatite HBeAg-negativa (mutante pré-core) tem HBeAg-, anti-HBe+, DNA HBV elevado, ALT flutuante e inflamação hepática.
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