Hepatite Medicamentosa por Paracetamol: Diagnóstico e Tratamento

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2016

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 73 anos de idade, aposentado, com hipertensão arterial sistêmica de longa data, é dislipidêmico e etilista crônico. Está em uso diário de alisquireno 300 mg/dia e sinvastatina n 40 mg/dia. Procurou atendimento médico, queixando-se de mialgia crônica e artralgia. Foi-lhe prescrito paracetamol 750 mg de 8/8 horas se necessário. Começou a fazer uso dele com frequência superior à recomendada. Há 4 dias, iniciou quadro de náuseas, vômitos e dor abdominal de moderada intensidade, evoluindo há 1 dia com icterícia e queda de seu estado geral. Com esses sintomas, procurou pronto atendimento. Foi, então, submetido a exames laboratoriais, que apresentaram os seguintes resultados: transaminase glutâmico-oxalacética/AST (TGO) - 4 800 U/L (VR 10 a 37), transaminase glutâmico-pirúvica/ ALT (TGP) 4 250 U/L (VR de 19 a 44), bilirrubinas totais 3,8 mg/dL (VR de 0,4 a 1,2), glicemia 75 mg/dL (VR 70 a 99). Hemograma sem alterações. O diagnóstico, a conduta e o prognóstico no caso clínico descrito são, respectivamente, de:

Alternativas

  1. A) Hepatite aguda medicamentosa, medidas de suporte à vida + N-acetil-cisteína e mau prognóstico.
  2. B) Hepatite crônica secundária ao etilismo, transplante hepático e mau prognóstico.
  3. C) Hepatite crônica secundária ao etilismo, cessação do etilismo e bom prognóstico.
  4. D) Hepatite aguda viral, medidas de suporte à vida e bom prognóstico.
  5. E) hepatite alcóolica aguda, transplante hepático e bom prognóstico.

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