SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Um paciente foi admitido à UTI com história de febre e calafrios, há 24 horas. À admissão, estava hipotenso, PA 60x40 mmHg, não tendo respondido à reposição de volume. Foi necessário o uso de noradrenalina por 24 horas. No dia seguinte, os exames laboratoriais mostravam: TGO 12930 UI/ml, TGP 9340 UI/ml, bilirrubina 2,8 mg/dl e fosfatase alcalina 1,5 vezes o limite superior do normal. Qual a provável explicação do quadro hepático?
Choque + elevação massiva de transaminases (milhares) → Hepatite Isquêmica (fígado de choque).
A hepatite isquêmica, ou "fígado de choque", ocorre em situações de hipoperfusão hepática grave e prolongada, como no choque séptico ou cardiogênico. É caracterizada por uma elevação dramática das transaminases (TGO e TGP na casa dos milhares), refletindo necrose hepatocelular extensa devido à falta de oxigênio.
A hepatite isquêmica, também conhecida como "fígado de choque", é uma condição grave que resulta da hipoperfusão hepática prolongada e severa, levando à necrose hepatocelular. Geralmente ocorre em pacientes com choque (séptico, cardiogênico, hipovolêmico), insuficiência cardíaca grave ou arritmias, onde o fluxo sanguíneo para o fígado é comprometido. Clinicamente, o paciente apresenta um quadro de base de choque, com hipotensão e necessidade de vasopressores. O achado laboratorial mais característico é a elevação massiva das transaminases (TGO e TGP), que podem atingir valores na casa dos milhares (geralmente > 10.000 UI/mL), com pico em 24-72 horas e rápida queda após a correção da hipoperfusão. A bilirrubina e a fosfatase alcalina geralmente apresentam elevações mais modestas. O diagnóstico é feito pela combinação do quadro clínico de choque e os achados laboratoriais típicos. O tratamento foca na correção da causa subjacente do choque e na otimização da perfusão sistêmica. É crucial diferenciar a hepatite isquêmica de outras causas de elevação de transaminases, como hepatites virais agudas ou colangite, pela magnitude da elevação enzimática e pelo contexto clínico de hipoperfusão.
Os achados laboratoriais mais característicos são a elevação massiva das transaminases (TGO e TGP), frequentemente na casa dos milhares (acima de 10.000 UI/mL), com elevações mais modestas da bilirrubina e fosfatase alcalina. O pico ocorre em 24-72 horas, seguido de rápida queda.
A hepatite isquêmica resulta da hipoperfusão hepática grave e prolongada, que leva à diminuição do suprimento de oxigênio e nutrientes aos hepatócitos. Isso causa necrose hepatocelular extensa, especialmente nas zonas centrolobulares, que são mais vulneráveis à isquemia.
A diferenciação se baseia no contexto clínico de choque ou hipoperfusão sistêmica e na magnitude da elevação das transaminases. Hepatites virais agudas podem elevar transaminases, mas raramente a níveis tão altos, e a colangite tipicamente mostra elevação predominante de fosfatase alcalina e bilirrubina direta.
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