Hepatite B na Gestação: Via de Parto e Amamentação

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Primigesta, 16 anos, 16 semanas gestacionais, hígida. Encaminhada da rede básica por ser portadora do vírus da hepatite do tipo B decorrente de transmissão vertical. No serviço terciário confirmou-se carga viral = 912 cópias/mL e exames de função hepática normais. Considerando via de parto e amamentação natural, quais são as condutas mais adequadas para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Parto cesárea e inibir lactação.
  2. B) Parto vaginal e inibir lactação.
  3. C) Parto cesárea e amamentação natural.
  4. D) Parto vaginal e amamentação natural.

Pérola Clínica

Mãe com Hepatite B (carga viral baixa, função hepática normal) → Parto vaginal e amamentação natural são seguros com imunoprofilaxia do RN.

Resumo-Chave

Em gestantes com Hepatite B e baixa carga viral, a via de parto (vaginal ou cesárea) não influencia significativamente o risco de transmissão vertical, e a amamentação é segura, desde que o recém-nascido receba imunoglobulina anti-hepatite B e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida.

Contexto Educacional

A infecção por Hepatite B (HBV) na gestação é um tema de grande importância em saúde pública devido ao risco de transmissão vertical, que pode levar à cronicidade da infecção no recém-nascido. A transmissão vertical é a principal via de infecção crônica por HBV em áreas endêmicas e pode ocorrer intraútero, intraparto ou pós-parto. A conduta para gestantes com Hepatite B é baseada na carga viral e no estado da função hepática. Para pacientes com baixa carga viral e função hepática normal, como no caso apresentado, a via de parto não é um fator determinante para a transmissão vertical. Tanto o parto vaginal quanto a cesariana são aceitáveis. A amamentação natural também é segura para mães com Hepatite B, desde que o recém-nascido receba a imunoglobulina anti-Hepatite B (HBIG) e a primeira dose da vacina contra Hepatite B nas primeiras 12 horas de vida. Essa medida é altamente eficaz na prevenção da transmissão vertical. A inibição da lactação não é recomendada rotineiramente, pois não confere benefício adicional na prevenção da transmissão e priva o bebê dos benefícios do aleitamento materno.

Perguntas Frequentes

A via de parto influencia a transmissão vertical da Hepatite B?

Não, a via de parto (vaginal ou cesárea) não é um fator determinante na transmissão vertical do vírus da Hepatite B. O principal momento de transmissão é intraparto, independentemente da via, e a profilaxia do recém-nascido é o mais importante.

É seguro amamentar um bebê se a mãe tem Hepatite B?

Sim, a amamentação é segura para mães com Hepatite B, desde que o recém-nascido receba a imunoglobulina anti-Hepatite B e a primeira dose da vacina contra Hepatite B nas primeiras 12 horas de vida. O risco de transmissão pelo leite materno é desprezível.

Qual a profilaxia para o recém-nascido de mãe com Hepatite B?

A profilaxia para o recém-nascido de mãe com Hepatite B consiste na administração de imunoglobulina anti-Hepatite B (HBIG) e da primeira dose da vacina contra Hepatite B nas primeiras 12 horas de vida, seguida do esquema vacinal completo.

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