Hepatite B na Gravidez: Marcadores e Transmissão Vertical

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025

Enunciado

Francisca, 33 anos, está grávida há dois meses. Muito preocupada, durante a consulta com o médico de família e comunidade, em sua UBS, questionou sobre os exames de hepatite. Sua preocupação era porque no ano passado tinha apresentado um quadro de icterícia com diarréia, embora não tenha relatado contato com sangue e tenha tido contato sexual apenas com seu parceiro. Sabendo da preocupação em relação à hepatite B, assinale abaixo a questão mais CORRETA.

Alternativas

  1. A) O anti-HBs (anticorpo superficial do vírus da hepatite B) em altos níveis identifica imunidade. É um marcador que serve como resposta vacinal.
  2. B) O HBsAg (antígeno de superfície do vírus da hepatite B) é o primeiro marcador a aparecer, muitas vezes antes da sintomatologia de hepatite, estando presente no portador crônico.
  3. C) O HBsAg presente em mulheres grávidas representa um risco de transmissão vertical.
  4. D) Todas as respostas estão corretas.

Pérola Clínica

HBsAg em gestante → risco transmissão vertical; anti-HBs = imunidade (vacina/infecção prévia).

Resumo-Chave

A sorologia para hepatite B é crucial na gestação. O HBsAg positivo indica infecção ativa e risco de transmissão vertical, enquanto o anti-HBs em níveis elevados confere imunidade, seja por vacinação ou infecção prévia resolvida. O HBsAg é o primeiro marcador a surgir e persiste na cronicidade.

Contexto Educacional

A hepatite B é uma infecção viral que representa um desafio significativo na saúde pública, especialmente em gestantes, devido ao risco de transmissão vertical. A triagem sorológica é fundamental no pré-natal para identificar mulheres HBsAg positivas e implementar estratégias de prevenção. A compreensão dos marcadores sorológicos é essencial para o diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia da hepatite B envolve a replicação viral no fígado, levando a diferentes fases da doença. O HBsAg é o antígeno de superfície do vírus e sua presença indica infecção. O anti-HBs é um anticorpo protetor que confere imunidade. O diagnóstico é feito pela combinação desses marcadores. Em gestantes, a detecção do HBsAg é um alerta para o risco de transmissão vertical, que pode ser minimizado com imunoprofilaxia no recém-nascido. O tratamento da hepatite B crônica visa suprimir a replicação viral e prevenir a progressão da doença hepática. Em gestantes HBsAg positivas com alta carga viral, pode ser indicada terapia antiviral no terceiro trimestre para reduzir ainda mais o risco de transmissão. O prognóstico varia de acordo com a fase da doença e a resposta ao tratamento, mas a prevenção da transmissão vertical é um pilar fundamental para evitar a cronicidade em neonatos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais marcadores sorológicos da hepatite B e seus significados?

O HBsAg indica infecção ativa (aguda ou crônica). O anti-HBs indica imunidade protetora (pós-vacina ou infecção resolvida). O anti-HBc total indica contato prévio com o vírus.

Por que a triagem para hepatite B é importante durante a gravidez?

A triagem é crucial para identificar gestantes HBsAg positivas e implementar medidas preventivas para reduzir o risco de transmissão vertical do vírus para o recém-nascido, como imunoprofilaxia.

Qual a relação entre o HBsAg e a cronicidade da hepatite B?

O HBsAg é o primeiro marcador a aparecer na infecção aguda. Sua persistência por mais de seis meses caracteriza a infecção crônica pelo vírus da hepatite B.

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