UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Francisca, 33 anos, está grávida há dois meses. Muito preocupada, durante a consulta com o médico de família e comunidade, em sua UBS, questionou sobre os exames de hepatite. Sua preocupação era porque no ano passado tinha apresentado um quadro de icterícia com diarréia, embora não tenha relatado contato com sangue e tenha tido contato sexual apenas com seu parceiro. Sabendo da preocupação em relação à hepatite B, assinale abaixo a questão mais CORRETA.
HBsAg em gestante → risco transmissão vertical; anti-HBs = imunidade (vacina/infecção prévia).
A sorologia para hepatite B é crucial na gestação. O HBsAg positivo indica infecção ativa e risco de transmissão vertical, enquanto o anti-HBs em níveis elevados confere imunidade, seja por vacinação ou infecção prévia resolvida. O HBsAg é o primeiro marcador a surgir e persiste na cronicidade.
A hepatite B é uma infecção viral que representa um desafio significativo na saúde pública, especialmente em gestantes, devido ao risco de transmissão vertical. A triagem sorológica é fundamental no pré-natal para identificar mulheres HBsAg positivas e implementar estratégias de prevenção. A compreensão dos marcadores sorológicos é essencial para o diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia da hepatite B envolve a replicação viral no fígado, levando a diferentes fases da doença. O HBsAg é o antígeno de superfície do vírus e sua presença indica infecção. O anti-HBs é um anticorpo protetor que confere imunidade. O diagnóstico é feito pela combinação desses marcadores. Em gestantes, a detecção do HBsAg é um alerta para o risco de transmissão vertical, que pode ser minimizado com imunoprofilaxia no recém-nascido. O tratamento da hepatite B crônica visa suprimir a replicação viral e prevenir a progressão da doença hepática. Em gestantes HBsAg positivas com alta carga viral, pode ser indicada terapia antiviral no terceiro trimestre para reduzir ainda mais o risco de transmissão. O prognóstico varia de acordo com a fase da doença e a resposta ao tratamento, mas a prevenção da transmissão vertical é um pilar fundamental para evitar a cronicidade em neonatos.
O HBsAg indica infecção ativa (aguda ou crônica). O anti-HBs indica imunidade protetora (pós-vacina ou infecção resolvida). O anti-HBc total indica contato prévio com o vírus.
A triagem é crucial para identificar gestantes HBsAg positivas e implementar medidas preventivas para reduzir o risco de transmissão vertical do vírus para o recém-nascido, como imunoprofilaxia.
O HBsAg é o primeiro marcador a aparecer na infecção aguda. Sua persistência por mais de seis meses caracteriza a infecção crônica pelo vírus da hepatite B.
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