UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
As infecções feto-placentárias são importantes causas de morbimortalidade perinatal, assim a atenção obstétrica e neonatal deve ser constante. Podemos afirmar:
HbsAg positivo em gestante → RN deve receber imunoglobulina e vacina Hepatite B ao nascer.
O rastreamento de HbsAg no pré-natal é crucial para identificar gestantes com Hepatite B. Em caso de positividade, o recém-nascido deve receber imunoglobulina anti-Hepatite B (HBIG) e a primeira dose da vacina contra Hepatite B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical.
As infecções feto-placentárias representam um grupo de condições que podem causar morbimortalidade significativa no período perinatal. O pré-natal é a principal ferramenta para o rastreamento, diagnóstico e manejo dessas infecções, visando proteger a saúde da gestante e do feto/recém-nascido. A atenção obstétrica e neonatal deve ser contínua e baseada em protocolos atualizados. O rastreamento da Hepatite B na gestação, por meio do HbsAg, é uma medida de saúde pública de grande impacto. A identificação de gestantes HbsAg positivas permite a intervenção precoce no recém-nascido, que consiste na administração de imunoglobulina para Hepatite B (HBIG) e da primeira dose da vacina contra Hepatite B nas primeiras 12 horas de vida. Essa imunoprofilaxia combinada é altamente eficaz na prevenção da transmissão vertical do vírus, que, se ocorrer, tem alta chance de cronificação da infecção no bebê. Outras infecções também são importantes no pré-natal. O VDRL ou teste rápido para sífilis deve ser realizado na primeira consulta e repetido no terceiro trimestre e no parto. O teste de avidez de IgG para Toxoplasmose não é um rastreador de rotina inicial, mas sim um exame complementar para datar a infecção em casos de sorologia IgG e IgM reagentes. A infecção por parvovírus B19 não está erradicada, e o citomegalovírus não possui tratamento antiviral fetal de rotina com comprovada eficácia na redução de sequelas neurológicas.
O rastreamento de HbsAg é fundamental para identificar gestantes portadoras do vírus da Hepatite B, permitindo a implementação de medidas preventivas para evitar a transmissão vertical para o recém-nascido, que tem alto risco de cronificação da infecção.
O recém-nascido de mãe HbsAg positiva deve receber a imunoglobulina para Hepatite B (HBIG) e a primeira dose da vacina contra Hepatite B nas primeiras 12 horas de vida, idealmente na sala de parto, em locais anatômicos diferentes.
O teste de avidez de IgG para Toxoplasmose não é um rastreador primário; ele é solicitado apenas quando a gestante apresenta IgG e IgM reagentes, sem sorologias prévias, para datar a infecção e diferenciar infecção recente de antiga. O rastreamento inicial é feito com IgG e IgM.
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