CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Paciente 20 anos, G3P1A1, vem para avaliação pré-natal na 36 sem de gestação. Verificou-se que o HBsAg e o anti-HBcAg apresentavam-se positivos, confirmando o diagnóstico de portadora crônica de hepatite B. Em relação a este caso é correto afirmar:
RN de mãe HBsAg+ → Vacina Hepatite B + Imunoglobulina nas primeiras 12h pós-parto para prevenir transmissão vertical.
Em recém-nascidos de mães portadoras crônicas de Hepatite B (HBsAg positivo), a profilaxia pós-exposição é crucial para prevenir a transmissão vertical. Isso inclui a administração da vacina contra Hepatite B e da Imunoglobulina Humana Anti-Hepatite B (IGHAB) nas primeiras 12 horas de vida.
A infecção crônica por Hepatite B (HBV) em gestantes representa um risco significativo de transmissão vertical para o recém-nascido, que pode resultar em infecção crônica em até 90% dos casos se não houver intervenção. A transmissão ocorre principalmente durante o parto, pelo contato com sangue e fluidos maternos. A identificação precoce de gestantes HBsAg positivas é crucial para implementar estratégias de prevenção eficazes. A fisiopatologia da transmissão vertical envolve a passagem do vírus da mãe para o feto ou recém-nascido. A profilaxia pós-exposição no recém-nascido é a pedra angular da prevenção. Esta consiste na administração de duas intervenções essenciais: a primeira dose da vacina contra Hepatite B e a Imunoglobulina Humana Anti-Hepatite B (IGHAB). Ambas devem ser administradas preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, em locais anatômicos distintos. A vacina confere imunidade ativa, enquanto a IGHAB proporciona imunidade passiva imediata. Essa abordagem combinada é altamente eficaz, reduzindo o risco de transmissão vertical para menos de 5%. O aleitamento materno não é contraindicado para mães HBsAg positivas, desde que o recém-nascido tenha recebido a profilaxia completa. Em gestantes com alta carga viral, pode-se considerar o uso de terapia antiviral (como tenofovir) no terceiro trimestre para reduzir ainda mais o risco de transmissão.
A profilaxia combinada com vacina contra Hepatite B e Imunoglobulina Anti-Hepatite B (IGHAB) é fundamental para conferir imunidade passiva e ativa ao recém-nascido, reduzindo drasticamente o risco de transmissão vertical e de desenvolvimento de infecção crônica, que pode levar a complicações graves.
Não, o parto cesáreo não é rotineiramente indicado apenas para prevenir a transmissão vertical da Hepatite B. A via de parto não demonstrou reduzir significativamente o risco de transmissão em comparação com o parto vaginal, desde que a profilaxia adequada seja realizada no recém-nascido.
Sim, o aleitamento materno é considerado seguro para o recém-nascido de mãe HBsAg positiva, desde que o bebê tenha recebido a profilaxia completa (vacina e IGHAB) nas primeiras horas de vida. Não há evidências de risco aumentado de transmissão pelo leite materno.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo