HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Em gestante com HBsAg positivo, qual deve ser a conduta durante a gestação, visando à redução da transmissão vertical da hepatite B?
Gestante HBsAg+: avaliar carga viral e HBeAg no 3º trimestre para definir necessidade de antiviral e reduzir transmissão vertical.
Em gestantes com HBsAg positivo, a conduta essencial para reduzir a transmissão vertical da hepatite B é a determinação da carga viral do HBV e do HBeAg no 3º trimestre. Esses exames guiam a decisão sobre a necessidade de terapia antiviral materna (ex: tenofovir) e a profilaxia pós-exposição do recém-nascido.
A hepatite B na gestação representa um desafio significativo devido ao risco de transmissão vertical do vírus da mãe para o filho, que pode resultar em infecção crônica no recém-nascido. A transmissão ocorre principalmente no período perinatal, durante o parto, mas também pode ocorrer in utero ou pós-parto. A identificação de gestantes HBsAg positivas é crucial no pré-natal para implementar estratégias de prevenção. A conduta para gestantes HBsAg positivas visa minimizar esse risco. A determinação da carga viral do HBV (DNA HBV) e do HBeAg no terceiro trimestre de gestação é fundamental. Esses marcadores são os principais preditores do risco de transmissão vertical. Gestantes com alta carga viral (geralmente acima de 200.000 UI/mL) ou HBeAg positivo apresentam maior risco e são candidatas à terapia antiviral profilática. A terapia antiviral, geralmente com tenofovir, é iniciada no terceiro trimestre (a partir da 28ª semana) e continuada até o parto, com o objetivo de reduzir a carga viral materna e, consequentemente, a probabilidade de transmissão. Além disso, a profilaxia pós-exposição do recém-nascido, que inclui a administração da vacina contra hepatite B e da imunoglobulina para hepatite B (HBIG) nas primeiras 12 horas de vida, é essencial e altamente eficaz. A amamentação não é contraindicada para essas mães, desde que o recém-nascido receba a profilaxia adequada.
A carga viral do HBV (DNA HBV) e o HBeAg são os principais preditores de risco de transmissão vertical. Gestantes com alta carga viral (geralmente > 200.000 UI/mL) ou HBeAg positivo têm maior risco e podem se beneficiar da terapia antiviral no terceiro trimestre.
A terapia antiviral (geralmente com tenofovir) é indicada para gestantes HBsAg positivas com alta carga viral do HBV (DNA HBV > 200.000 UI/mL) ou HBeAg positivo no terceiro trimestre, visando reduzir a replicação viral e, consequentemente, o risco de transmissão vertical.
Não, a amamentação não é contraindicada para mães HBsAg positivas, desde que o recém-nascido receba a vacina contra hepatite B e a imunoglobulina para hepatite B (HBIG) nas primeiras 12 horas de vida. Essa profilaxia combinada é altamente eficaz na prevenção da transmissão.
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