SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021
Uma gestante de 38 semanas encontra-se fora do trabalho de parto e com membranas íntegras, apresenta exames com HBsAg positivo, anti-HBe positivo e anti-HBc positivo. Qual a conduta recomendada?
Gestante HBsAg+ → RN recebe IgHB + vacina (1ª dose) ao nascer, via de parto e aleitamento conforme indicação obstétrica.
A presença de HBsAg positivo na gestante indica infecção crônica ou aguda por Hepatite B. A principal preocupação é a transmissão vertical para o recém-nascido. A conduta padrão para prevenir essa transmissão é a administração de imunoglobulina anti-Hepatite B (IgHB) e a primeira dose da vacina contra Hepatite B ao recém-nascido, nas primeiras 12 horas de vida. A via de parto (vaginal ou cesárea) não influencia significativamente o risco de transmissão se a profilaxia for realizada, e o aleitamento materno é permitido.
A infecção pelo vírus da Hepatite B (HBV) durante a gestação é uma preocupação significativa devido ao alto risco de transmissão vertical para o recém-nascido. A presença do antígeno de superfície da Hepatite B (HBsAg) na gestante indica infecção ativa, seja ela aguda ou crônica. A compreensão dos marcadores sorológicos é crucial para o manejo adequado e a prevenção da infecção neonatal. A transmissão vertical ocorre principalmente no momento do parto, mas pode ocorrer intraútero ou pós-parto. Sem intervenção, o risco de transmissão pode ser de até 90% em mães HBeAg positivas. A profilaxia neonatal é altamente eficaz e consiste na administração de imunoglobulina anti-Hepatite B (IgHB) e da primeira dose da vacina contra Hepatite B ao recém-nascido, nas primeiras 12 horas de vida. É importante ressaltar que, com a profilaxia adequada do recém-nascido, a via de parto não precisa ser modificada e deve seguir as indicações obstétricas. Além disso, o aleitamento materno é seguro e não contraindicado para mães HBsAg positivas, pois o vírus não é transmitido de forma eficaz pelo leite materno, especialmente após a imunização do bebê.
O principal risco da Hepatite B na gestação é a transmissão vertical do vírus da mãe para o recém-nascido, que pode resultar em infecção crônica pelo HBV no bebê, com alto risco de desenvolver cirrose e carcinoma hepatocelular na vida adulta.
As medidas de profilaxia para o recém-nascido de mãe HBsAg positiva incluem a administração de imunoglobulina anti-Hepatite B (IgHB) e a primeira dose da vacina contra Hepatite B, ambas nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente em locais anatômicos diferentes.
Não, a via de parto (vaginal ou cesárea) deve ser definida por indicações obstétricas, pois não há evidências de que a cesárea reduza o risco de transmissão vertical com a profilaxia adequada. O aleitamento materno é permitido e seguro, desde que o recém-nascido receba a IgHB e a vacina.
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