UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Gestante de 11 semanas inicia pré-natal e realiza teste rápido para hepatite C com resultado positivo e ELISA anti HCV também positivo. A CONDUTA É:
Gestante com anti-HCV positivo → Confirmar infecção ativa com PCR-HCV.
Um teste rápido e ELISA anti-HCV positivos indicam exposição prévia ao vírus da hepatite C ou infecção ativa. Para confirmar a infecção ativa e a viremia, que é crucial para avaliar o risco de transmissão vertical e a necessidade de acompanhamento, é indispensável realizar o teste de RNA do HCV (PCR).
A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) em gestantes é uma preocupação de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical para o recém-nascido. A prevalência varia globalmente, e o rastreamento é recomendado em populações de risco ou universalmente, dependendo das diretrizes locais. A identificação precoce é fundamental para o manejo adequado. O diagnóstico inicial de exposição ao HCV é feito pela detecção de anticorpos anti-HCV (teste rápido ou ELISA). No entanto, um resultado positivo para anti-HCV não diferencia infecção passada resolvida de infecção crônica ativa. Para confirmar a infecção ativa e a viremia, é imprescindível realizar a detecção do RNA do HCV por PCR. Somente gestantes com viremia positiva têm risco de transmitir o vírus ao feto. O tratamento antiviral direto (DAA) para HCV é contraindicado durante a gestação devido à falta de dados de segurança. O manejo foca no monitoramento da viremia e na orientação sobre o risco de transmissão vertical. O parto vaginal não é contraindicado, a menos que haja outras indicações obstétricas, e a amamentação é segura. O recém-nascido de mãe virêmica deve ser testado para HCV RNA após 2 meses de vida.
Ambos indicam que a gestante teve contato com o vírus da hepatite C em algum momento, podendo ser uma infecção passada resolvida ou uma infecção crônica ativa.
O PCR (RNA do HCV) é essencial para confirmar a presença de infecção ativa (viremia), pois apenas gestantes com viremia podem transmitir o vírus verticalmente ao recém-nascido.
O risco de transmissão vertical do HCV é de aproximadamente 5-6% e está diretamente relacionado à viremia materna. Não há evidências de que o tipo de parto (vaginal vs. cesárea) ou a amamentação influenciem significativamente esse risco.
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