FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Gestante, 30 anos, da entrada no serviço em trabalho de parto. Ao verificar o cartão de pré-natal, nota-se que a gestante apresenta HBSAg positivo. Nesse caso, a melhor conduta é
Mãe HBsAg positivo → RN deve receber imunoglobulina + vacina hepatite B nas primeiras 12h de vida para prevenir transmissão vertical.
Em gestantes com HBsAg positivo, a conduta padrão para o recém-nascido é a administração de imunoglobulina humana contra hepatite B (HBIG) e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida, para prevenir a transmissão vertical do vírus.
A infecção por hepatite B em gestantes representa um risco significativo de transmissão vertical para o recém-nascido, que pode resultar em infecção crônica em até 90% dos casos se não houver intervenção. A triagem universal para HBsAg durante o pré-natal é, portanto, uma medida essencial de saúde pública. Quando uma gestante é identificada como HBsAg positiva, a conduta adequada no período neonatal é crítica para prevenir a infecção do bebê. A fisiopatologia da transmissão vertical ocorre principalmente no momento do parto, através do contato do recém-nascido com sangue e secreções maternas. A prevenção baseia-se na imunoprofilaxia passiva e ativa. A imunoglobulina humana contra hepatite B (HBIG) fornece anticorpos pré-formados, conferindo proteção imediata, enquanto a vacina contra hepatite B estimula o sistema imunológico do bebê a produzir seus próprios anticorpos, garantindo imunidade de longo prazo. A conduta padrão, e a mais eficaz, é administrar tanto a HBIG quanto a primeira dose da vacina contra hepatite B ao recém-nascido nas primeiras 12 horas de vida. Essa estratégia combinada reduz o risco de transmissão vertical para menos de 5%. É importante ressaltar que o aleitamento materno não é contraindicado para mães HBsAg positivas, desde que o bebê tenha recebido a profilaxia adequada. O conhecimento e a aplicação correta dessas diretrizes são fundamentais para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes, para garantir a saúde dos recém-nascidos e prevenir a propagação da hepatite B crônica.
A profilaxia combinada é crucial porque a imunoglobulina (HBIG) oferece proteção passiva imediata, enquanto a vacina estimula a produção de anticorpos próprios do bebê, conferindo imunidade ativa e de longo prazo. Essa combinação é altamente eficaz na prevenção da transmissão vertical da hepatite B, que ocorre em até 90% dos casos sem intervenção.
Tanto a imunoglobulina quanto a primeira dose da vacina contra hepatite B devem ser administradas o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida do recém-nascido. A eficácia diminui significativamente se a administração for atrasada.
Sim, mães HBsAg positivas podem amamentar seus bebês, desde que o recém-nascido tenha recebido a imunoglobulina e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida. O aleitamento materno não aumenta o risco de transmissão vertical nesses casos e oferece importantes benefícios para o bebê.
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