Hepatite Fulminante Pediátrica: Hipoglicemia como Alerta

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020

Enunciado

No caso de criança com hepatite A, qual achado laboratorial é sugestivo de evolução para hepatite fulminante?

Alternativas

  1. A) Hipoglicemia.
  2. B) Diminuição abrupta da bilirrubina.
  3. C) Duplicação da carga viral.
  4. D) Diminuição da amônia.
  5. E) Aumento da gama GT.

Pérola Clínica

Hepatite fulminante pediátrica → Hipoglicemia é sinal precoce de disfunção hepática grave.

Resumo-Chave

A hipoglicemia é um achado laboratorial preocupante na hepatite fulminante, especialmente em crianças, pois reflete a incapacidade do fígado gravemente comprometido de realizar a gliconeogênese e glicogenólise, indicando falência hepática.

Contexto Educacional

A hepatite A é geralmente uma doença autolimitada em crianças, mas em uma pequena porcentagem de casos, pode evoluir para hepatite fulminante, uma condição rara e grave caracterizada por insuficiência hepática aguda com encefalopatia em até 8 semanas do início da icterícia, em pacientes sem doença hepática preexistente. A identificação precoce de marcadores de gravidade é crucial para o manejo e potencial indicação de transplante hepático. O diagnóstico de hepatite fulminante é clínico e laboratorial. A fisiopatologia envolve uma resposta imune exacerbada que leva à necrose maciça dos hepatócitos. Achados como icterícia progressiva, coagulopatia (INR > 1,5 ou 2,0, dependendo da definição), e encefalopatia hepática são pilares diagnósticos. Em crianças, a hipoglicemia é um achado laboratorial particularmente preocupante e sugestivo de falência hepática grave, pois o fígado perde sua capacidade de regular a glicose. O manejo da hepatite fulminante é de suporte intensivo, visando prevenir e tratar as complicações. A hipoglicemia deve ser prontamente corrigida com infusão de glicose. Outras complicações incluem edema cerebral, coagulopatia, sepse e insuficiência renal. O transplante hepático é a única terapia curativa para a falência hepática irreversível. A vigilância contínua dos parâmetros laboratoriais, incluindo glicemia, INR, bilirrubinas e amônia, é essencial para monitorar a progressão da doença e guiar as intervenções terapêuticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para hepatite fulminante em crianças?

Sinais de alerta incluem icterícia progressiva, coagulopatia (aumento de TP/INR), encefalopatia hepática (alteração do nível de consciência) e distúrbios metabólicos como hipoglicemia.

Por que a hipoglicemia ocorre na hepatite fulminante?

A hipoglicemia ocorre devido à falência do fígado em manter a homeostase da glicose, comprometendo a gliconeogênese e a glicogenólise, processos essenciais para a produção de glicose.

Qual o papel da amônia na hepatite fulminante?

A amônia elevada é um marcador de encefalopatia hepática, uma complicação grave da hepatite fulminante, refletindo a incapacidade do fígado de metabolizar toxinas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo