FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
No caso de criança com hepatite A, qual achado laboratorial é sugestivo de evolução para hepatite fulminante?
Hepatite fulminante pediátrica → Hipoglicemia é sinal precoce de disfunção hepática grave.
A hipoglicemia é um achado laboratorial preocupante na hepatite fulminante, especialmente em crianças, pois reflete a incapacidade do fígado gravemente comprometido de realizar a gliconeogênese e glicogenólise, indicando falência hepática.
A hepatite A é geralmente uma doença autolimitada em crianças, mas em uma pequena porcentagem de casos, pode evoluir para hepatite fulminante, uma condição rara e grave caracterizada por insuficiência hepática aguda com encefalopatia em até 8 semanas do início da icterícia, em pacientes sem doença hepática preexistente. A identificação precoce de marcadores de gravidade é crucial para o manejo e potencial indicação de transplante hepático. O diagnóstico de hepatite fulminante é clínico e laboratorial. A fisiopatologia envolve uma resposta imune exacerbada que leva à necrose maciça dos hepatócitos. Achados como icterícia progressiva, coagulopatia (INR > 1,5 ou 2,0, dependendo da definição), e encefalopatia hepática são pilares diagnósticos. Em crianças, a hipoglicemia é um achado laboratorial particularmente preocupante e sugestivo de falência hepática grave, pois o fígado perde sua capacidade de regular a glicose. O manejo da hepatite fulminante é de suporte intensivo, visando prevenir e tratar as complicações. A hipoglicemia deve ser prontamente corrigida com infusão de glicose. Outras complicações incluem edema cerebral, coagulopatia, sepse e insuficiência renal. O transplante hepático é a única terapia curativa para a falência hepática irreversível. A vigilância contínua dos parâmetros laboratoriais, incluindo glicemia, INR, bilirrubinas e amônia, é essencial para monitorar a progressão da doença e guiar as intervenções terapêuticas.
Sinais de alerta incluem icterícia progressiva, coagulopatia (aumento de TP/INR), encefalopatia hepática (alteração do nível de consciência) e distúrbios metabólicos como hipoglicemia.
A hipoglicemia ocorre devido à falência do fígado em manter a homeostase da glicose, comprometendo a gliconeogênese e a glicogenólise, processos essenciais para a produção de glicose.
A amônia elevada é um marcador de encefalopatia hepática, uma complicação grave da hepatite fulminante, refletindo a incapacidade do fígado de metabolizar toxinas.
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