Hepatite Fulminante: TAP e Critérios de Kings College

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024

Enunciado

Diante de um paciente com quadro de hepatite fulminante, qual dos marcadores abaixo será utilizado para marcar função hepática e auxiliar na tomada de decisão pela indicação de um transplante (segundo critérios de Kings College).

Alternativas

  1. A) Transaminase Glutâmico-Oxalacética (TGO)
  2. B) Transaminase Glutâmica-Pirúvica (TGP)
  3. C) Tempo de Protrombina (TAP)
  4. D) Albumina plasmática

Pérola Clínica

Hepatite fulminante → TAP/INR é o melhor marcador de função hepática e prognóstico, crucial para critérios de transplante.

Resumo-Chave

Na hepatite fulminante, o Tempo de Protrombina (TAP) e seu derivado, o INR, são os marcadores mais confiáveis da função de síntese hepática. Um TAP prolongado reflete a incapacidade do fígado em produzir fatores de coagulação, sendo um critério chave para a indicação de transplante hepático, conforme os critérios de Kings College.

Contexto Educacional

A hepatite fulminante, ou insuficiência hepática aguda, é uma síndrome rara e grave caracterizada por disfunção hepática severa com encefalopatia e coagulopatia, que se desenvolve rapidamente em um fígado previamente saudável. É uma emergência médica com alta mortalidade, e o transplante hepático é frequentemente a única opção de tratamento curativo. Para avaliar a função hepática e auxiliar na tomada de decisão sobre o transplante, é crucial diferenciar marcadores de lesão hepatocelular (como TGO e TGP) de marcadores de função hepática. Enquanto as transaminases indicam a extensão do dano aos hepatócitos, elas não refletem diretamente a capacidade de síntese do fígado. A albumina plasmática, embora seja um produto de síntese hepática, tem uma meia-vida longa e não reflete alterações agudas na função hepática. O Tempo de Protrombina (TAP) e seu derivado, o International Normalized Ratio (INR), são os melhores indicadores da função de síntese hepática em quadros agudos. O fígado é responsável pela produção de fatores de coagulação (II, VII, IX, X), e um TAP prolongado (ou INR elevado) reflete a incapacidade do fígado em sintetizá-los adequadamente. Os critérios de Kings College, amplamente utilizados para indicar transplante hepático em pacientes com hepatite fulminante, dão grande importância ao TAP/INR como um preditor de mau prognóstico e necessidade de transplante.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre marcadores de lesão e marcadores de função hepática?

Marcadores de lesão (TGO, TGP) indicam dano aos hepatócitos. Marcadores de função (TAP/INR, bilirrubina, albumina) avaliam a capacidade do fígado de sintetizar proteínas e metabolizar substâncias, refletindo sua funcionalidade.

Por que o Tempo de Protrombina é o melhor indicador de função hepática na hepatite fulminante?

O TAP reflete a síntese de fatores de coagulação (II, VII, IX, X) pelo fígado, que possuem meia-vida curta. Em casos de insuficiência hepática aguda, a diminuição rápida desses fatores causa prolongamento do TAP, indicando falha na síntese hepática.

Quais são os principais critérios de Kings College para transplante hepático?

Os critérios de Kings College consideram o prolongamento do TAP/INR, a presença de encefalopatia hepática, a etiologia da hepatite (ex: paracetamol, não paracetamol) e a idade do paciente para indicar a necessidade de transplante.

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