UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente do sexo masculino de 32 anos, procedente do interior do estado do Pará, professor de educação física, recebe o resultado do teste rápido do HBsAg reagente, após participar de uma campanha de triagem sorológica em seu município. É encaminhado ao serviço de atendimento ambulatorial, onde, de forma adequada, é solicitada a complementação de investigação denominada
HBsAg reagente → Investigar replicação viral (HBeAg, anti-HBe) e coinfecção (anti-HDV).
Um HBsAg reagente indica infecção por HBV. A complementação da investigação deve focar na fase da infecção (aguda ou crônica, replicativa ou não) e na presença de coinfecções, como a Hepatite D, que é endêmica em algumas regiões do Brasil.
A detecção do HBsAg reagente em um teste rápido indica a presença do vírus da Hepatite B (HBV) no organismo, seja em uma infecção aguda ou crônica. A Hepatite B é um problema de saúde pública global, com alta prevalência em algumas regiões do Brasil, como o Norte. A identificação precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações. A fisiopatologia da infecção por HBV envolve a replicação viral no fígado, que pode levar a diferentes fases clínicas e sorológicas. Após a detecção do HBsAg, a complementação da investigação visa determinar a fase da infecção, o grau de replicação viral e a presença de coinfecções. Os marcadores HBeAg e anti-HBe são essenciais para diferenciar entre infecção com alta ou baixa replicação viral, enquanto o anti-HDV é vital para rastrear a coinfecção com o vírus da Hepatite D, que agrava o prognóstico. O tratamento e prognóstico da Hepatite B dependem da fase da doença. A solicitação de HBeAg, anti-HBe e anti-HDV permite ao médico classificar o paciente e decidir sobre a necessidade de tratamento antiviral, monitoramento e aconselhamento. A biópsia hepática e a elastografia são exames para avaliar o grau de fibrose, mas não são a primeira linha de investigação sorológica após um HBsAg reagente. O HBV-DNA quantitativo é importante para monitorar a carga viral, mas geralmente é solicitado após a definição da fase da doença pelos marcadores sorológicos iniciais.
Após um HBsAg reagente, a investigação deve ser complementada com HBeAg e anti-HBe para avaliar a replicação viral e a fase da infecção, além de anti-HDV para rastrear coinfecção por Hepatite D, especialmente em regiões endêmicas.
O HBeAg indica alta replicação viral e infectividade, enquanto o anti-HBe sugere baixa replicação viral e menor infectividade, sendo marcadores cruciais para definir a fase da doença (imunotolerante, imunoativa, portador inativo) e a necessidade de tratamento.
A investigação de anti-HDV é fundamental porque o vírus da Hepatite D (HDV) só se replica na presença do HBV. A coinfecção ou superinfecção por HDV pode levar a uma doença hepática mais grave e progressão mais rápida para cirrose e hepatocarcinoma.
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