UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Paciente refere trabalhar como manicure e de ter tido contato com sangue de clientes em alguns episódios quando não utilizou luvas ao realizar a sua função. Apresenta-se hoje ictérica e refere também colúria e acolia fecal. Foi realizado diagnóstico de Hepatite B aguda.Assinale a alternativa que apresenta os marcadores do vírus da Hepatite B que estarão presentes na fase crônica da doença, caso essa paciente evolua da fase aguda sem apresentar a eliminação viral espontânea.
Hepatite B crônica = HBsAg (+) por >6 meses e Anti-HBc IgG (+).
A persistência do antígeno de superfície da Hepatite B (HBsAg) por mais de seis meses é o critério diagnóstico para a fase crônica da doença. Nesse estágio, o anticorpo anti-core IgG (Anti-HBc IgG) também estará presente, indicando contato prévio com o vírus.
A Hepatite B é uma infecção viral do fígado que pode evoluir para cronicidade em uma parcela dos pacientes, especialmente se adquirida na infância. A interpretação dos marcadores sorológicos é fundamental para o diagnóstico e estadiamento da doença, sendo um tópico recorrente em provas de residência e essencial na prática clínica. Na fase aguda da Hepatite B, observamos a presença do HBsAg (antígeno de superfície), que é o primeiro marcador a aparecer, e do Anti-HBc IgM (anticorpo contra o antígeno do core, classe IgM), que indica uma infecção recente. O HBeAg (antígeno 'e') também pode estar presente, indicando alta replicação viral. Se o paciente não conseguir eliminar o vírus, a infecção pode evoluir para a fase crônica. A Hepatite B crônica é caracterizada pela persistência do HBsAg por mais de seis meses. Nesse estágio, o Anti-HBc IgM geralmente se torna negativo, e o Anti-HBc IgG (anticorpo contra o antígeno do core, classe IgG) permanece positivo, indicando contato prévio com o vírus. O HBeAg pode estar presente (fase de replicação) ou ausente (fase de baixa replicação ou inativa). O conhecimento desses marcadores permite ao médico diferenciar entre infecção aguda, crônica, resolvida ou imunidade pós-vacinação, guiando a conduta terapêutica e o acompanhamento do paciente.
Na Hepatite B aguda, os marcadores presentes são HBsAg (antígeno de superfície), Anti-HBc IgM (anticorpo contra o core, classe IgM) e, frequentemente, HBeAg (antígeno 'e').
A Hepatite B crônica é definida pela persistência do HBsAg (antígeno de superfície) por mais de seis meses. Além disso, o Anti-HBc IgG (anticorpo contra o core, classe IgG) estará presente, indicando infecção passada ou crônica.
O Anti-HBc IgM é um marcador de infecção aguda ou reativação do vírus da Hepatite B, enquanto o Anti-HBc IgG indica exposição prévia ao vírus e está presente tanto em infecções resolvidas quanto em infecções crônicas.
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