Hepatite B Crônica Inativa: Sorologias Essenciais para Residentes

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023

Enunciado

A transmissão vertical do vírus da hepatite B ocorre durante a gestação e o parto, e é a principal fonte de transmissão em áreas endêmicas. A transmissão depende da carga viral e do estado imunológico da mãe. Na maioria desses casos, a infecção torna-se crônica. São sorologias encontradas nesses pacientes com hepatite B crônica inativa:I. Anti-Hbe: reagente.II. Anti-Hbc total: reagente.III. HbsAg: reagente. Quais estão corretas?

Alternativas

  1. A) Apenas I.
  2. B) Apenas III.
  3. C) Apenas I e II.
  4. D) Apenas II e III.
  5. E) I, II e III.

Pérola Clínica

Hepatite B crônica inativa → HBsAg (+), Anti-HBe (+), Anti-HBc total (+).

Resumo-Chave

Na hepatite B crônica inativa, o HBsAg é reagente, indicando infecção. O Anti-HBe reagente sugere baixa replicação viral, e o Anti-HBc total reagente indica contato prévio ou atual com o vírus.

Contexto Educacional

A hepatite B crônica inativa é uma fase da infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) caracterizada pela persistência do HBsAg, mas com baixa ou nenhuma replicação viral e ausência de inflamação hepática significativa. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem essa fase, pois ela representa um estado de equilíbrio entre o vírus e o sistema imunológico do hospedeiro, com menor risco de progressão para cirrose e carcinoma hepatocelular em comparação com a hepatite crônica ativa. A transmissão vertical é a via mais comum de infecção em áreas de alta endemicidade, resultando em altas taxas de cronicidade. O diagnóstico da hepatite B crônica inativa baseia-se na interpretação correta dos marcadores sorológicos. A presença de HBsAg reagente por mais de seis meses confirma a cronicidade da infecção. O Anti-HBe reagente, juntamente com um DNA do HBV indetectável ou muito baixo e níveis normais de ALT, indica a fase inativa. O Anti-HBc total reagente (IgG) é um marcador de contato prévio ou atual com o vírus, sendo positivo em todas as fases da infecção crônica. A ausência de HBeAg e a presença de Anti-HBe são indicativos de soroconversão e um prognóstico geralmente mais favorável. O manejo da hepatite B crônica inativa envolve monitoramento regular da função hepática (ALT), carga viral (DNA do HBV) e marcadores sorológicos para detectar qualquer reativação viral ou progressão da doença. Embora o risco de complicações seja menor, esses pacientes ainda necessitam de acompanhamento para identificar a necessidade de tratamento antiviral, especialmente se houver evidência de reativação ou desenvolvimento de cirrose. A vacinação de contatos próximos é fundamental para prevenir a disseminação do vírus.

Perguntas Frequentes

Quais são os marcadores sorológicos da hepatite B crônica inativa?

Os marcadores incluem HBsAg reagente, Anti-HBe reagente e Anti-HBc total reagente, indicando infecção persistente com baixa replicação viral e sem inflamação hepática significativa.

Como a transmissão vertical afeta a hepatite B?

A transmissão vertical é a principal fonte de infecção em áreas endêmicas, levando frequentemente à cronicidade da doença devido à imaturidade imunológica do recém-nascido.

Qual a diferença entre hepatite B crônica inativa e ativa?

Na fase inativa, há HBsAg positivo, Anti-HBe positivo, DNA do HBV indetectável ou baixo e ALT normal, enquanto na ativa há replicação viral e inflamação hepática.

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