INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 58 anos, procedente de zona rural, procura atendimento na unidade básica de saúde com queixa de fadiga crônica há 6 meses e de episódios esporádicos de desconforto abdominal. Relata histórico de transfusão de sangue na infância. Ao exame físico, não apresenta alterações significativas. Testes rápidos para triagem de hepatites virais crônicas apresentam resultados reagentes para hepatite B e hepatite C.\n\nEm relação aos resultados dos testes rápidos para triagem das hepatites virais B e C e considerando os dados apresentados nesse caso clínico, responda os itens a seguir.\n\na) É necessária a realização de exames confirmatórios após o teste rápido para hepatite B? Justifique. (valor: 2,0 pontos) \n\nb) É necessária a realização de exames confirmatórios após o teste rápido para hepatite C? Justifique. (valor: 2,0 pontos) \n\nc) Quais exames complementares adicionais são essenciais para avaliação da gravidade e impacto clínico e funcional da doença hepática? Justifique. (valor: 4,0 pontos) \n\nd) Elabore 2 orientações iniciais para o paciente, considerando o manejo das hepatites virais crônicas e possíveis medidas de prevenção direcionadas a contatos domiciliares. (valor: 2,0 pontos)
Anti-HCV reagente exige HCV-RNA; HBsAg reagente confirma infecção (aguda ou crônica).
O diagnóstico de Hepatite C requer confirmação da viremia (HCV-RNA), pois o teste rápido detecta apenas anticorpos. Na Hepatite B, o HBsAg positivo indica presença do vírus.
O manejo das hepatites virais crônicas exige uma distinção clara entre exposição prévia e infecção ativa. Na Hepatite B, a persistência do HBsAg por mais de 6 meses define a cronicidade, sendo necessário avaliar o HBeAg e a carga viral para decisão terapêutica. Na Hepatite C, a detecção de anticorpos deve ser seguida obrigatoriamente pela pesquisa do RNA viral. A avaliação da gravidade envolve não apenas a carga viral, mas o grau de lesão estrutural do fígado (fibrose), que dita a urgência do tratamento e o rastreio de complicações como o carcinoma hepatocelular (CHC). Orientações sobre interrupção da cadeia de transmissão, como o uso de preservativos e abstinência alcoólica para evitar progressão da cirrose, são pilares do cuidado inicial.
Cerca de 15-25% dos pacientes eliminam o vírus espontaneamente na fase aguda, mantendo o Anti-HCV positivo (cicatriz imunológica), logo o PCR (HCV-RNA) é essencial para confirmar infecção ativa.
Avalia-se a função sintética (Albumina, RNI), excreção (Bilirrubinas) e integridade (AST/ALT). O estadiamento da fibrose é feito por Elastografia Hepática ou escores como APRI e FIB-4.
Deve-se realizar a triagem sorológica dos contatos, vacinação para Hepatite B se suscetíveis, e orientar o não compartilhamento de objetos perfurocortantes (lâminas, alicates).
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