Hepatite Crônica B: Critérios Diagnósticos e Fases

Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023

Enunciado

Homem de 65 anos com obesidade central, dislipidemia e hiperglicemia de jejum apresenta hipertransaminasemia persistente há mais de um ano. Traz consigo resultados de exames que mostram HBsAg positivo, HBeAg positivo, antiHBe negativo e níveis elevados de HBV DNA. Acerca destas informações, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Este paciente apresenta critérios de hepatite crônica pelo vírus B (VHB).
  2. B) Lamivudina é droga de primeira escolha por apresentar maior barreira genética.
  3. C) Na maioria destes pacientes o HBsAg negativa a longo prazo.
  4. D) Síndrome metabólica não é fator de risco adicional para hepatocarcinoma.

Pérola Clínica

HBsAg+, HBeAg+, antiHBe-, HBV DNA elevado = Hepatite Crônica B com replicação viral ativa.

Resumo-Chave

Um paciente com HBsAg positivo, HBeAg positivo, anti-HBe negativo e níveis elevados de HBV DNA, juntamente com hipertransaminasemia persistente, preenche os critérios para hepatite crônica pelo vírus B na fase de replicação viral ativa. Esta fase é caracterizada por alta infectividade e risco de progressão para cirrose e hepatocarcinoma.

Contexto Educacional

A hepatite crônica pelo vírus B (VHB) é uma infecção hepática persistente que pode levar a cirrose, insuficiência hepática e hepatocarcinoma. A compreensão dos marcadores sorológicos é crucial para o diagnóstico e estadiamento. O HBsAg positivo por mais de seis meses define a cronicidade da infecção. A presença de HBeAg positivo indica replicação viral ativa e alta infectividade, enquanto o anti-HBe negativo e HBV DNA elevado confirmam essa fase de alta atividade viral. A hipertransaminasemia persistente reflete a inflamação hepática em curso. Existem diferentes fases da infecção crônica por VHB, incluindo a fase de imunotolerância, hepatite B crônica HBeAg-positiva, fase de inativação (portador inativo) e hepatite B crônica HBeAg-negativa. O paciente descrito na questão se encaixa na fase de hepatite B crônica HBeAg-positiva, que requer monitoramento e, frequentemente, tratamento antiviral. O tratamento da hepatite B crônica visa suprimir a replicação viral, reduzir a inflamação hepática e prevenir a progressão da doença. As drogas de primeira escolha atualmente são análogos de nucleosídeos/nucleotídeos com alta barreira genética, como entecavir e tenofovir, que são superiores à lamivudina devido à menor taxa de resistência. A síndrome metabólica é um fator de risco adicional para o desenvolvimento de hepatocarcinoma em pacientes com hepatite B crônica, enfatizando a importância do manejo das comorbidades.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar hepatite crônica pelo vírus B?

O diagnóstico de hepatite crônica B é estabelecido pela presença de HBsAg positivo por mais de seis meses, associado a evidências de replicação viral (HBV DNA detectável ou elevado) e inflamação hepática (transaminases elevadas) ou fibrose/cirrose na biópsia hepática.

O que significa ter HBsAg positivo, HBeAg positivo e HBV DNA elevado?

Essa combinação indica uma infecção crônica pelo vírus da hepatite B com replicação viral ativa e alta infectividade. É a fase de hepatite B crônica HBeAg-positiva, onde há inflamação hepática significativa e risco de progressão da doença.

Qual a relação entre síndrome metabólica e hepatocarcinoma em pacientes com hepatite B?

A síndrome metabólica, incluindo obesidade, dislipidemia e hiperglicemia, é um fator de risco adicional e independente para o desenvolvimento de hepatocarcinoma em pacientes com hepatite crônica B. A esteatose hepática não alcoólica (EHNA) associada à síndrome metabólica pode acelerar a progressão da doença hepática e o risco de câncer.

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