CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2020
Exames complementares recomendados a todos os portadores de hepatite C crônica, a serem solicitados na primeira consulta e durante o acompanhamento ambulatorial. Somente não podemos concordar com o item:
Biópsia hepática NÃO é rotina em TODOS os casos de Hepatite C crônica.
A biópsia hepática, embora útil para estadiamento da fibrose, não é mais um exame obrigatório para todos os pacientes com hepatite C crônica, especialmente com a disponibilidade de métodos não invasivos e tratamentos eficazes.
A hepatite C crônica é uma doença hepática inflamatória que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das principais causas de cirrose, carcinoma hepatocelular e transplante hepático. O avanço nos tratamentos com antivirais de ação direta (DAAs) revolucionou o manejo da doença, tornando a cura uma realidade para a maioria dos pacientes. O acompanhamento adequado é fundamental para monitorar a progressão da doença e rastrear complicações. A avaliação diagnóstica e o acompanhamento de pacientes com hepatite C crônica envolvem uma série de exames para identificar coinfecções, estadiar a doença hepática e monitorar a resposta ao tratamento. Testes rápidos para HIV, sífilis e hepatite B são importantes devido às vias de transmissão compartilhadas. A ultrassonografia de abdome superior é vital para o rastreamento de CHC em pacientes com cirrose, enquanto o beta-HCG é essencial antes de iniciar o tratamento em mulheres em idade fértil devido à teratogenicidade de alguns DAAs. A biópsia hepática, que já foi o "gold standard" para estadiamento da fibrose, tem sido progressivamente substituída por métodos não invasivos (elastografia, scores séricos como FIB-4 e APRI) devido ao seu caráter invasivo, risco de complicações e custo. Portanto, a biópsia não é mais recomendada para todos os casos, mas sim para situações específicas onde os métodos não invasivos são inconclusivos ou há suspeita de outras patologias hepáticas. Residentes devem estar cientes das diretrizes atuais para um manejo otimizado.
Na primeira consulta, são essenciais testes para coinfecções (HBV, HIV, sífilis), exames de função hepática, carga viral HCV, genotipagem e avaliação da fibrose hepática (preferencialmente por métodos não invasivos).
A ultrassonografia semestral é crucial para o rastreamento de carcinoma hepatocelular (CHC), uma complicação grave e frequente em pacientes cirróticos, permitindo a detecção precoce e melhor prognóstico.
A biópsia hepática pode ser considerada em casos de resultados discordantes de métodos não invasivos, suspeita de outras hepatopatias concomitantes ou para fins de pesquisa clínica, mas não é uma rotina universal.
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