Hepatite B Crônica e Cirrose: Quando Interromper o Tratamento?

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir.J.V.C, masculino, 28 anos, teve diagnóstico de hepatite B há 8 meses. Sua carga viral (HBV-DNA) foi 12.000 UI/ml. A dosagem de (ALT) TGP foi 112 U/l com HBeAg reagente. Na classificação de Child, enquadrou-se no grupo B.Quanto ao tratamento de J.V.C, a conduta adequada é:

Alternativas

  1. A) por ser paciente cirrótico com HBeAg reagente, caso apresente soroconversão para anti-HBe, mesmo que não alcance HBsAg indetectável, poderá ser avaliado para a interrupção do tratamento.
  2. B) por ser paciente cirrótico, deve-se suspender o tratamento após a indetecção sustentada de HBsAg, mas o paciente deverá continuar em atendimento ambulatorial com controle semestral de marcadores da hepatite B.
  3. C) por ser paciente cirrótico, não se poderá interromper seguramente o tratamento, mesmo após a confirmação da indetecção de HBsAg, definida por dois exames com HBsAg não reagente com intervalo mínimo de doze meses.
  4. D) por ser paciente cirrótico, se houver queda de pelo menos 1 log10 UI/ml nos níveis de HBV-DNA aos seis meses de tratamento, poderá ter seu tratamento suspenso, mas deverá ter controle ambulatorial por mais seis meses.

Pérola Clínica

Hepatite B crônica + Cirrose = Tratamento antiviral contínuo, sem interrupção segura.

Resumo-Chave

Pacientes com hepatite B crônica e cirrose hepática, independentemente do status do HBeAg ou da carga viral, geralmente necessitam de tratamento antiviral contínuo e por tempo indeterminado devido ao alto risco de reativação viral e descompensação hepática se o tratamento for suspenso.

Contexto Educacional

A hepatite B crônica é uma infecção viral que pode levar à cirrose hepática, uma condição grave com alto risco de descompensação e carcinoma hepatocelular. O manejo da hepatite B em pacientes cirróticos é particularmente desafiador e difere daquele em pacientes sem cirrose. Para pacientes com hepatite B crônica e cirrose, a indicação de tratamento antiviral é universal, independentemente dos níveis de ALT, HBeAg ou carga viral (HBV-DNA). O objetivo principal é suprimir a replicação viral de forma sustentada para prevenir a progressão da doença hepática, reduzir o risco de descompensação e de desenvolvimento de carcinoma hepatocelular. A interrupção do tratamento antiviral em pacientes cirróticos com hepatite B não é recomendada, mesmo em casos de soroconversão para anti-HBe ou indetecção de HBsAg. O risco de reativação viral, com consequente descompensação hepática e falência hepática aguda, é significativamente alto nesses pacientes, justificando a terapia contínua e por tempo indeterminado.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para tratamento de hepatite B crônica em cirróticos?

Pacientes com hepatite B crônica e cirrose hepática devem receber tratamento antiviral contínuo e por tempo indeterminado, independentemente do status do HBeAg ou dos níveis de HBV-DNA.

É possível suspender o tratamento antiviral em cirróticos com HBsAg indetectável?

Não, a suspensão do tratamento em pacientes cirróticos, mesmo com HBsAg indetectável, não é considerada segura devido ao risco elevado de reativação viral e descompensação hepática.

Por que o tratamento é contínuo em pacientes cirróticos com hepatite B?

O tratamento contínuo visa suprimir a replicação viral, prevenir a progressão da doença hepática, reduzir o risco de descompensação e de carcinoma hepatocelular, que são maiores em cirróticos.

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