Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
O tratamento da hepatite C crônica está indicado para todos os adultos (≥18 anos), sendo correto o item:
Coinfecção HIV/HCV → Tratar hepatite C, independente de fibrose ou CD4.
As diretrizes atuais recomendam o tratamento da hepatite C crônica para todos os adultos, incluindo aqueles co-infectados pelo HIV, independentemente do grau de fibrose hepática ou da contagem de células LT-CD4+. O objetivo é a erradicação viral e a prevenção de progressão da doença hepática.
A hepatite C crônica é uma infecção viral que pode levar a cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. A coinfecção com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é comum e representa um desafio significativo, pois o HIV acelera a progressão da doença hepática pelo HCV. A importância do tratamento da hepatite C em co-infectados é, portanto, amplificada, visando a erradicação viral e a prevenção de complicações graves. As diretrizes atuais para o tratamento da hepatite C crônica evoluíram drasticamente com o advento dos antivirais de ação direta (DAA). Atualmente, a recomendação é tratar todos os adultos com hepatite C crônica, incluindo aqueles co-infectados pelo HIV. Esta indicação é universal e não depende mais do estadiamento da fibrose hepática ou da contagem de células LT-CD4+, simplificando a decisão terapêutica. O tratamento com DAAs oferece altas taxas de resposta virológica sustentada (SVR), que é equivalente à cura funcional, e é geralmente bem tolerado. A erradicação do HCV em pacientes co-infectados pelo HIV melhora significativamente o prognóstico hepático, reduzindo a morbidade e mortalidade relacionadas ao fígado. É fundamental que os residentes estejam atualizados com essas diretrizes para oferecer o melhor cuidado a essa população vulnerável.
A coinfecção HIV/HCV acelera a progressão da fibrose hepática e o risco de cirrose e carcinoma hepatocelular. O tratamento do HCV melhora o prognóstico hepático e a qualidade de vida desses pacientes.
Os principais avanços são os antivirais de ação direta (DAA), que oferecem altas taxas de cura (SVR), são bem tolerados e têm esquemas de tratamento mais curtos, revolucionando o manejo da doença.
Significa que, mesmo em pacientes com fibrose mínima ou contagem de CD4 elevada, o tratamento da hepatite C é recomendado, pois a erradicação viral traz benefícios a longo prazo, independentemente do estágio atual da doença hepática ou imunológica.
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