INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
Na diferenciação entre as hepatites virais deve-se considerar que:
HCV persistente > 6 meses = cronicidade. Vírus A e E não cronificam; transmissão é fecal-oral.
A cronicidade nas hepatites virais (B e C) é definida pela persistência do material genético viral ou antígenos de superfície por mais de seis meses.
As hepatites virais são temas recorrentes em provas de residência, exigindo do candidato o domínio sobre as formas de transmissão, marcadores sorológicos e potencial de cronificação. O vírus A e E são transmitidos pela via fecal-oral e não cronificam (regra geral). O vírus B, C e D são transmitidos por via parenteral e sexual, possuindo alto potencial de cronicidade. A questão foca na definição temporal de 6 meses para o HCV, que é o marco padrão na hepatologia para diferenciar quadros agudos de crônicos.
A cronicidade na infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) é definida clinicamente pela persistência da detecção do RNA viral (HCV-RNA) no soro do paciente por um período superior a seis meses. Diferente da Hepatite B, onde o HBsAg é o marcador de tempo, na C a detecção direta do vírus é o padrão. Cerca de 60% a 85% dos indivíduos infectados agudamente pelo HCV evoluem para a forma crônica, tornando-a uma das principais causas de cirrose e carcinoma hepatocelular no mundo.
Os vírus da Hepatite A (HAV) e Hepatite E (HEV) são os principais agentes de transmissão entérica (fecal-oral). Eles ocorrem frequentemente em locais com saneamento básico precário, podendo causar surtos epidêmicos ou casos esporádicos. Importante notar que ambos são vírus de RNA e, via de regra, causam infecções autolimitadas que não evoluem para a cronicidade, embora a Hepatite E possa cronificar em pacientes severamente imunossuprimidos (como transplantados).
Historicamente, o Brasil apresentava padrões heterogêneos de endemicidade. As regiões de maior prevalência (alta endemicidade) não são necessariamente os grandes centros urbanos, mas sim áreas específicas como a Região Amazônica, partes do Espírito Santo e o oeste de Santa Catarina/Paraná. Com a vacinação universal, os índices de novas infecções caíram drasticamente em todo o território nacional, alterando o perfil epidemiológico clássico da doença.
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