Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
O tratamento da hepatite C, quando indicado em pacientes descompensados:
Tratamento Hepatite C em descompensados → exige atenção especial e deve ser em centros especializados.
Pacientes com hepatite C e cirrose descompensada apresentam maior risco de eventos adversos e piora da função hepática durante o tratamento com antivirais de ação direta (DAA). Por isso, o manejo deve ser realizado em centros especializados, com equipe multidisciplinar e monitoramento rigoroso, para otimizar os resultados e minimizar complicações.
A hepatite C crônica é uma das principais causas de cirrose hepática e carcinoma hepatocelular. Com o advento dos antivirais de ação direta (DAA), o tratamento da hepatite C tornou-se altamente eficaz, com taxas de cura superiores a 95%. No entanto, o manejo de pacientes com cirrose hepática descompensada (Child-Pugh B ou C) é particularmente desafiador e exige considerações especiais. A fisiopatologia da cirrose descompensada implica em uma função hepática gravemente comprometida, com manifestações como ascite, encefalopatia hepática, sangramento de varizes esofágicas e icterícia. Nesses pacientes, o tratamento da hepatite C, embora essencial para erradicar o vírus, pode precipitar ou agravar a descompensação devido a interações medicamentosas, efeitos adversos ou estresse metabólico. Portanto, o tratamento da hepatite C em pacientes descompensados deve ser realizado em centros especializados, com experiência no manejo de hepatopatias avançadas. Isso permite um monitoramento rigoroso, ajuste de doses, manejo de intercorrências e avaliação para transplante hepático, se necessário. A equipe multidisciplinar, incluindo hepatologistas, enfermeiros e farmacêuticos, é fundamental para otimizar a segurança e a eficácia do tratamento.
Pacientes com cirrose descompensada têm reserva hepática limitada e são mais vulneráveis a efeitos adversos dos medicamentos, além de terem maior risco de piora da função hepática e outras complicações da cirrose durante o tratamento.
Os riscos incluem manejo inadequado de efeitos adversos, falha em reconhecer e tratar complicações da cirrose (como ascite, encefalopatia, sangramento), e falta de acesso a terapias mais avançadas ou avaliação para transplante hepático.
Os objetivos são erradicar o vírus da hepatite C (VHC), prevenir a progressão da doença hepática, melhorar a função hepática, reduzir o risco de carcinoma hepatocelular e, em alguns casos, melhorar a elegibilidade para transplante hepático.
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