HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
A abordagem laboratorial inicial e de rotina do paciente portador da hepatite C crônica possui múltiplos objetivos, sendo correto que:
Exames laboratoriais na hepatite C crônica definem início, tipo, resposta ao tratamento e rastreamento de câncer.
A abordagem laboratorial na hepatite C crônica é multifacetada, permitindo não apenas o diagnóstico e a avaliação da atividade viral, mas também a determinação do momento e tipo de tratamento, o monitoramento da resposta terapêutica e o rastreamento essencial para o carcinoma hepatocelular, uma complicação grave da infecção crônica.
A hepatite C crônica é uma infecção viral que pode levar a danos hepáticos progressivos, cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). A abordagem laboratorial é um pilar fundamental no manejo desses pacientes, abrangendo desde o diagnóstico até o acompanhamento pós-tratamento e rastreamento de complicações. Os objetivos da abordagem laboratorial são múltiplos. Inicialmente, os exames confirmam a infecção (anti-HCV e RNA-HCV), determinam o genótipo viral e avaliam o grau de lesão hepática (enzimas hepáticas, bilirrubinas, INR, albumina, elastografia hepática ou biópsia). Essas informações são cruciais para definir a necessidade e o tipo de tratamento antiviral direto (DAA). Durante e após o tratamento, a carga viral do HCV é monitorada para avaliar a resposta terapêutica, sendo a resposta virológica sustentada (RVS) o principal objetivo. Além disso, mesmo após a cura virológica, pacientes com cirrose pré-existente ou fibrose avançada mantêm um risco aumentado de CHC, necessitando de rastreamento contínuo com ultrassonografia abdominal e alfa-fetoproteína a cada 6 meses.
O diagnóstico inicial envolve a detecção de anticorpos anti-HCV e, se positivo, a confirmação da infecção ativa pela detecção do RNA do HCV (carga viral). A genotipagem do HCV também é importante para guiar o tratamento.
Exames como a carga viral do HCV, genotipagem, testes de função hepática e avaliação de fibrose (elastografia ou biópsia) definem a elegibilidade, o regime terapêutico e o momento de início. Durante o tratamento, a carga viral é monitorada para avaliar a resposta e, após, para confirmar a resposta virológica sustentada (RVS).
Pacientes com hepatite C crônica, especialmente aqueles com cirrose, têm um risco significativamente aumentado de desenvolver carcinoma hepatocelular (CHC). O rastreamento regular com ultrassonografia abdominal e dosagem de alfa-fetoproteína é crucial para a detecção precoce e melhor prognóstico.
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