PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Homem de 37 anos, assintomático, apresenta os seguintes resultados de exames: AST 24U/L; ALT 32U/L; HBsAg reagente, anti-HBs não reagente; anti-HBc total reagente; HBeAg não reagente; anti-HBe reagente. Assinale a alternativa que apresenta a conduta MAIS ADEQUADA nesse caso:
HBsAg+, anti-HBs-, anti-HBc total+, HBeAg-, anti-HBe+ → Solicitar PCR HBV para avaliar replicação viral.
Este perfil sorológico (HBsAg positivo, anti-HBs negativo, anti-HBc total positivo, HBeAg negativo, anti-HBe positivo) é sugestivo de infecção crônica por hepatite B, possivelmente na fase de portador inativo. No entanto, a replicação viral deve ser confirmada ou excluída com a dosagem do DNA do HBV (PCR) antes de definir a conduta.
A hepatite B é uma infecção viral hepática que pode levar a quadros agudos ou crônicos, com risco de cirrose e carcinoma hepatocelular. A interpretação correta da sorologia é fundamental para o diagnóstico e manejo. A prevalência global da infecção crônica por HBV é significativa, tornando este um tema de grande relevância clínica e em provas de residência. A sorologia da hepatite B envolve diversos marcadores. O HBsAg é o primeiro a aparecer e indica infecção. O anti-HBc total surge na fase aguda e persiste por toda a vida, indicando contato prévio. O HBeAg indica alta replicação viral e infectividade, enquanto o anti-HBe sugere baixa replicação. O anti-HBs indica imunidade, seja por vacinação ou cura da infecção. Em casos de HBsAg positivo com HBeAg negativo e anti-HBe positivo, é crucial solicitar o DNA do HBV (PCR) para diferenciar um portador inativo de uma hepatite B crônica HBeAg negativa, que pode necessitar de tratamento. A conduta terapêutica na hepatite B crônica depende da fase da doença, níveis de transaminases, carga viral (DNA do HBV) e grau de fibrose hepática. Pacientes com perfil de portador inativo geralmente não necessitam de tratamento antiviral imediato, mas exigem acompanhamento regular para monitorar a reativação viral e o desenvolvimento de complicações hepáticas. O tratamento visa suprimir a replicação viral e prevenir a progressão da doença hepática.
O HBsAg indica infecção ativa; anti-HBs indica imunidade (por vacina ou infecção prévia); anti-HBc total indica contato prévio com o vírus; HBeAg indica alta replicação viral; e anti-HBe indica baixa replicação ou fase de portador inativo.
Mesmo com HBeAg negativo, o paciente pode ter replicação viral ativa (hepatite B crônica HBeAg negativa) ou ser um portador inativo. O PCR para DNA do HBV é essencial para diferenciar essas condições e guiar o tratamento.
Hepatite B curada implica HBsAg negativo e anti-HBs positivo. O portador inativo tem HBsAg positivo, anti-HBs negativo, anti-HBc total positivo, HBeAg negativo e, idealmente, PCR para HBV indetectável ou muito baixo.
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