UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
A hepatite C:
Hepatite C → principal causa de transplante hepático e cirrose no mundo.
A infecção crônica pelo vírus da hepatite C (VHC) é uma das principais causas de doença hepática terminal, cirrose e carcinoma hepatocelular, levando à necessidade de transplante hepático em muitos pacientes. Sua transmissão vertical é possível, mas não é a principal forma de disseminação, e não existe imunoglobulina hiperimune para profilaxia pós-exposição.
A hepatite C é uma infecção viral que afeta o fígado, causada pelo vírus da hepatite C (VHC). Globalmente, é uma das principais causas de doença hepática crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular, sendo a principal indicação para transplante hepático em muitos países. A maioria dos pacientes infectados desenvolve infecção crônica, que pode permanecer assintomática por décadas. A fisiopatologia envolve a replicação viral nos hepatócitos, levando a inflamação crônica e fibrose progressiva. O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos anti-VHC e RNA do VHC. A suspeita deve ocorrer em pacientes com fatores de risco (uso de drogas injetáveis, transfusões sanguíneas antigas, exposição ocupacional) ou com elevação inexplicada de enzimas hepáticas. O tratamento atual da hepatite C utiliza antivirais de ação direta (DAAs), que apresentam altas taxas de cura e revolucionaram o manejo da doença. A erradicação do vírus impede a progressão da doença hepática e reduz o risco de complicações, incluindo a necessidade de transplante. A prevenção foca na redução da exposição ao sangue contaminado.
A principal forma de transmissão da hepatite C é parenteral, através do contato com sangue contaminado, como uso de drogas injetáveis, transfusões antes de 1993 e compartilhamento de materiais perfurocortantes. A transmissão vertical é menos comum.
A infecção crônica pelo vírus da hepatite C frequentemente progride para cirrose hepática e carcinoma hepatocelular, condições que levam à falência hepática e tornam o transplante a única opção curativa.
Não existe vacina ou imunoglobulina hiperimune para profilaxia pós-exposição contra o vírus da hepatite C. A conduta após exposição é o monitoramento sorológico e tratamento antiviral precoce se houver soroconversão.
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