UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Em paciente feminina, 45 anos, com cirrose hepática pelo vírus B mutante pré-core, os marcadores virais sorológicos devem mostrar anti-HBc IgG +, além de:
Hepatite B crônica por mutante pré-core → HBsAg+, HBeAg-, anti-HBe+, DNA HBV elevado, anti-HBc IgG+.
O vírus da Hepatite B mutante pré-core é caracterizado pela incapacidade de produzir HBeAg, mesmo com replicação viral ativa. Portanto, espera-se HBsAg positivo (infecção crônica), HBeAg negativo, anti-HBe positivo (devido à mutação) e DNA do HBV elevado, indicando replicação viral e risco de progressão da doença hepática.
A infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV) é um problema de saúde global, podendo levar a cirrose hepática e carcinoma hepatocelular. A interpretação dos marcadores sorológicos do HBV é fundamental para o diagnóstico, estadiamento e manejo da doença. Um cenário clínico importante é a infecção por variantes do HBV com mutação pré-core, que alteram a expressão do HBeAg. O vírus da hepatite B mutante pré-core é caracterizado por uma mutação no gene pré-core, que impede a síntese do HBeAg. Consequentemente, mesmo em fases de alta replicação viral, o HBeAg será indetectável. Clinicamente, esses pacientes podem apresentar um quadro de hepatite crônica ativa, com inflamação hepática e progressão para cirrose, apesar da ausência do HBeAg. Os marcadores sorológicos típicos para um paciente com cirrose hepática devido a um vírus B mutante pré-core incluem: HBsAg positivo (indicando infecção crônica), anti-HBc IgG positivo (indicando infecção passada ou presente), HBeAg negativo (devido à mutação), anti-HBe positivo (como resposta à ausência de HBeAg ou infecção prévia por vírus selvagem) e, crucialmente, DNA do HBV elevado (geralmente > 2.000 UI/mL, mas frequentemente > 20.000 UI/mL em fases ativas), confirmando a replicação viral. A presença de DNA HBV elevado, mesmo com HBeAg negativo, é um indicador de doença ativa e necessidade de tratamento antiviral para prevenir a progressão da doença hepática.
O vírus mutante pré-core é uma variante do HBV que possui uma mutação no gene pré-core, impedindo a produção do HBeAg. Isso significa que, mesmo com replicação viral ativa, o HBeAg será negativo.
Espera-se HBsAg positivo (infecção crônica), anti-HBc IgG positivo (contato prévio), HBeAg negativo, anti-HBe positivo e DNA do HBV elevado (indicando replicação viral ativa e doença).
A identificação do vírus mutante pré-core é crucial porque esses pacientes podem ter doença hepática progressiva (como cirrose e hepatocarcinoma) apesar do HBeAg negativo, exigindo monitoramento e tratamento antiviral.
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